Para o tenente-coronel Alexandre Cintra Borin, comandante do 4.º BPM-I, a adoção da filosofia de Polícia Comunitária pela Polícia Militar ajudou na queda dos rankings de criminalidade em Bauru nos últimos anos. Ele lembra que a filosofia, que prega a aproximação entre polícia e comunidade, foi implantada no final de 1994, pouco antes do primeiro ano analisado pela pesquisa do Instituto Fernand Braudel.
Borin lembra que a PM tem cinco bases comunitárias em Bauru, que facilitam o acesso da população. “Além de combater os crimes, isso ajuda muito a PM a ter uma atuação social, de atendimento da população naquilo que ela precisa”, diz.
O delegado seccional de Bauru, Antônio Ângelo Ciocca, concorda que a aproximação entre polícia e comunidade contribui para a segurança. “O resultado da Polícia Comunitária é bastante relevante. E nós, da Polícia Civil, também atuamos com essa filosofia. A orientação é para que os quatro distritos policiais dêem total atenção ao cidadão. Na medida do possível temos levado a Delegacia Cidadã a bairros carentes, que além de serviços de polícia faz atendimentos sociais”, afirma.
Ciocca acredita que há facilitadores de crimes, como ruas mal iluminadas e terrenos baldios, que poderiam ser reduzidos. Já o cidadão, segundo ele, pode dificultar a ação de criminosos. “Entre uma casa sem muro e outra murada e bem fechada, o ladrão entra na primeira. Há carros que foram furtados e que estavam com a porta aberta”, lembra.
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Esclarecimentos
Antônio Ângelo Ciocca, delegado seccional de Bauru, considera positiva a queda do coeficiente de homicídios em Bauru nos últimos sete anos. “No ano passado foram registrados 46 homicídios, seis a mais que em 2001. Mas ainda foi menor que em 1999, quando foram registrados 49”, frisa. “Se considerarmos o crescimento populacional e que o progresso não ocorre de forma organizada, a cidade continua tranqüila”, diz.
Ele ressalta que 80% dos homicídios registrados na cidade são esclarecidos. “É um índice muito bom. Há regiões da Capital, por exemplo, em que o índice de esclarecimento é de apenas 3%”, afirma. Ciocca diz que a taxa elevada de esclarecimentos também ajuda na segurança da cidade. “A impunidade é fator preponderante no aumento da criminalidade. Se o crime é esclarecido e o autor punido, os índices caem.”