Araraquara - O projeto educacional ou programa de atendimento da Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem) de Araraquara, que havia sido contestado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comcriar), foi refeito pela nova direção e tem como princípio básico a disciplina e a ordem, unida a projetos educacionais.
Até o início da semana, 56 adolescentes estavam no local, dos quais 43 na Unidade de Internação (UI) e 13 na Unidade de Internação Provisória (UIP). A capacidade é de 72 menores para 41 municípios. Na visão do diretor da unidade, Antônio Geraldo Guimarães, o projeto não foi apenas reformulado, mas totalmente refeito nos últimos três meses. Hoje, são 78 funcionários em 13 funções.
Anteriormente, segundo a encarregada técnica da unidade, Odete Maria Polizer Nobile, faltava disciplina, pois os adolescentes faziam o que queriam e quando tinham vontade. Na sua opinião, existiam as atividades educativas e sociais e nem todos participavam. “Eles já estão privados de liberdade. Por isso, acredito que tenhamos que dar opção de escolha, mas têm de participar”.
Ela comenta que, desde o final do ano passado, houve uma maior disciplina. Guimarães lembra que, antigamente, as famílias traziam roupas para os filhos, no entanto, quem as usava eram os “outros” meninos.
O novo projeto da Febem já foi encaminhado à coordenação da entidade em São Paulo, que o aprovou. O programa educacional também foi levado ao Comcriar, que ainda está analisando o documento.