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Alimentos higienizados ganham espaço

Da Redação
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Eles ocupam um espaço cada vez maior nas prateleiras. São os alimentos minimamente processados, que passam por um sistema de higienização antes de serem embalados e colocados à venda. Legumes e hortaliças estão entre os mais encontrados.

De acordo com dados de supermercados de Bauru consultados pela reportagem, a procura por esses produtos aumentou entre 20% e 30% no último ano.

O gerente de loja Sebastião da Silva afirma que os alimentos higienizados se consolidaram há três anos na rede supermercadista em que trabalha. “De lá para cá, o crescimento é constante. O que o consumidor busca hoje é praticidade, mesmo que ele tenha que pagar um pouco a mais por isso.”

Segundo o diretor de outra empresa do ramo, Cláudio Moura, esses alimentos custam até 50% a mais do que os não-processados. “Quem compra ainda é um público mais elitizado, mas que vem crescendo.”

Ele explica que muitos clientes ainda têm dúvidas sobre o processo de higienização. “Quando isso ocorre, nós mostramos a eles um álbum com fotos da empresa que faz o trabalho e procuramos convencê-lo de que é um alimento seguro.”

O diretor de gerenciamento de produtos perecíveis de uma rede de supermercados que atua em Bauru, João Edson Gravata, conta que os produtos passam por um controle constante. “Fazemos uma auditoria para verificar a qualidade deles.”

Segundo Gravata, os alimentos higienizados ainda correspondem a uma fatia pequena do mercado. “No universo de legumes e hortaliças, eles representam cerca de 1% a 1,5% das vendas, mas é importante lembrar que cresceram 30% de um ano para o outro.”

Elogios

Entre os consumidores, a facilidade e a rapidez são as principais virtudes apontadas. “Eu acho mais prático, principalmente a couve. Na correria do dia-a-dia, ter um alimento simples de preparar ajuda bastante”, afirma Mayra Roberta Marcelino.

Dagma Abramides conta que costuma comparar os produtos. “Procuro avaliar os dois tipos e levar o que estiver melhor. Normalmente, acabo optando pelo brócolis, agrião e couve higienizados. Como estou sem empregada, eles facilitam o meu trabalho, apesar de custar um pouco mais caro.”

A praticidade é confirmada pela dona de casa Diva Rosin. “Gosto principalmente do repolho e da mandioca, que ficam bem mais fáceis de preparar”.

Já a professora Inês de Oliveira observa outra questão antes de fazer a compra. “Levo em conta a qualidade deles, especialmente do espinafre, couve e brócolis.”

A dona de casa Marlene Bishop pensa a longo prazo. “São produtos que me atraem porque duram mais e são higienizados. No caso do cheiro verde, eu o coloco em um vidrinho e posso guardar no freezer por bastante tempo.”

Entre os consumidores dos alimentos higienizados, há quem ainda prefira a velha fórmula. “Eu costumo comprar apenas a mandioca processada, que já vem descascada, mas os outros alimentos eu prefiro preparar”, diz Gisele Zequi.

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