Economia & Negócios

MT quer atualizar processos em 90 dias

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

A subdelegacia do Ministério do Trabalho de Bauru está com um volume “mais do que o razoável” de processos parados. A afirmação foi feita ontem pela nova titular da pasta, Maria Rita Maringoni, durante reunião com sindicalistas no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Ela declarou que foi estabelecido um prazo de 90 dias para que os processos parados sejam devidamente encaminhados.

Maria Rita, que assumiu há pouco mais de três semanas, não forneceu números sobre a quantidade de processos trabalhistas parados. “Havia uma defasagem no atendimento de processos que estavam aguardando atendimento sem estar na pauta dos fiscais”, disse.

Para ela, apenas a contratação de novos fiscais poderia dar continuidade normal à demanda de mais de 70 cidades da região abrangidas pela subdelegacia. Atualmente, o órgão conta com 14 fiscais para Bauru e região. Maria Rita idealiza o dobro em seu quadro. “Mas acho que mais uns cinco fiscais seria essencial”, ponderou.

A subdelegada disse que já requereu ao Ministério do Trabalho o envio de mais profissionais para Bauru, já que em breve um concurso público deverá selecionar cerca de 600 fiscais do Trabalho.

Por enquanto, disse Maria Rita, resta racionalizar o tempo para poder finalizar os processos parados dentro dos 90 dias. “Alguns vão ficando defasados, perdem até a razão de ser, coincidem os mesmos problemas e podem ser juntados”, explicou.

Durante a reunião com sindicalistas, a subdelegada recebeu cobranças por mais fiscais. A representante do Sindicato de Empregados em Estabelecimentos de Serviço de Saúde de Bauru e Região (Seesb), Marilsa Sales Braga, declara que os sindicatos também vêm sendo cobrados pelos trabalhadores a respeito de processos parados. “Nós temos solicitação de laudo de insalubridade para um hospital há um ano e meio”, disse.

Para o dirigente do Sindicato dos Eletricitários (Sinergia) Jesus Garcia, a reunião é uma oportunidade de propor “planos de trabalho”, e não apenas fazer exigências imediatas. “Não basta marcar fiscalização para resolver o problema”, observou.

Três centrais

A reunião de ontem foi considerada “profícua” pela nova subdelegada. Além da questão da falta de fiscais, Maria Rita ressalta o surgimento do interesse entre o órgão e sindicatos de três centrais (CUT, CGT e Força Sindical) de formarem parceria para o trabalho. “Houve uma abertura na forma de trabalhar da nossa parte”, afirmou.

Na opinião de Garcia, do Sinergia, a reunião das centrais foi o grande avanço já conseguido pela nova titular da subdelegacia - que havia sido apoiada pela CUT. Ele afirmou que o acesso ao Ministério do Trabalho está sendo democratizado, e teceu uma crítica indireta ao ex-subdelegado, Sérgio Branco: “Quando nós nos reunimos assim? Nunca”.

De concreto, ficou agendada uma nova reunião - provavelmente no dia 19 de maio - para o recebimento formal de pautas de reivindicações e sugestões à constituição de um cronograma de trabalho conjunto.

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