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DIR-10 quer assistência ambulatorial

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A implantação de um modelo assistencial ambulatorial para a saúde mental é outra frente importante do projeto de reformulação que está sendo implantado na região. O objetivo é criar serviços especializados para substituir a prática hospitalocêntrica.

“Queremos fortalecer a rede ambulatorial para evitar que o paciente vá para o hospital psiquiátrico e para que ele consiga encontrar alternativas terapêuticas ambulatorialmente”, expõe Affonso Viviani Júnior, diretor técnico da Direção Regional de Saúde (DIR-10).

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) correspondem a uma das modalidades de atendimento ao paciente de saúde mental.

Nesses locais, o paciente faz acompanhamento cuja freqüência pode variar de uma a cinco vezes semanais. “É sempre um atendimento voltado à comunidade, para evitar a hospitalização”, diz Deise Aparecida Ferro Machado, coordenadora de Saúde Mental da DIR-10.

Bauru já conta com três Caps: um para usuários de álcool e drogas, um para patologias psiquiátricas infantis e outro para transtornos severos e persistentes. Há planos para instalar unidades em Lins e Jaú.

Outro modelo é o hospital-dia, para pacientes que não precisam ficar 24 horas diárias internados, mas que necessitam de atenção especializada durante parte do dia. Existem unidades em Lençóis Paulista, Lins e Jaú e há uma proposta para Bauru.

Os lares abrigados, que também já existem em Bauru, são destinados aos pacientes que passaram por um período de internação e que perderam seus vínculos sociais e com a família. Eles ainda estão atrelados aos hospitais. Bauru conta com sete, gerenciados pela Sociedade Beneficente Cristã.

“Nesses casos, o que mantém ele dentro do hospital não é a necessidade do tratamento, mas o fato dele não conseguir se inserir na sociedade porque foi afastado dela”, explica Viviani.

O passo seguinte é a criação das residências terapêuticas. Diferentemente dos lares abrigados, elas não são mais vinculadas aos hospitais, mas às prefeituras municipais.

“O objetivo é inserir os pacientes na comunidade para que eles interajam. Enfim, voltar a ser um cidadão. Ir e vir e morar com outros companheiros, vinculados uma unidade de atendimento à saúde mental”, expõe Deise.

Outra meta é inserir os portadores de doenças mentais em fase aguda em hospitais gerais, quando houver necessidade de internação. “Nós entendemos que esses pacientes não precisam ser internados em um hospital psiquiátrico”, destaca Viviani.

Em Bauru, há um projeto para implantação de uma enfermaria de saúde mental no Hospital Manoel de Abreu.

O hospital psiquiátrico deve continuar existindo, porém com um número reduzido de leitos. A DIR-10 prevê o funcionamento de apenas três na região de Bauru: um em Jaú, um em Lins e um em Bauru - o da Sociedade Beneficente Cristã.

Os serviços dos ambulatórios de saúde mental devem ser mantidos na fase de transição do sistema.

“É preciso fortalecer a rede ambulatorial porque sem ela não há como interromper o fluxo de internação. Quando o paciente entra em situação delicada, de crise, são necessários modelos assistenciais ambulatoriais que o atendam sem interná-lo”, acrescenta o diretor técnico.

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