Regional

Polícia investiga a ação de golpistas

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - A Polícia Civil de Jaú (55 quilômetros a Leste de Bauru) investiga a ação de uma quadrilha de estelionatários na cidade, que estaria aplicando o chamado “golpe do empréstimo”. No último 2, a funcionária pública R.A.P.B., 34 anos, nome preservado pela polícia para evitar constrangimento, perdeu R$ 750,00 depois de negociar por telefone um empréstimo pessoal no valor de R$ 15 mil. O fato foi comunicado à polícia na manhã de ontem.

Segundo o delegado Edson Maldonado, titular do 2.º Distrito Policial (DP) de Jaú, a vítima interessou-se por uma proposta de financiamento divulgada em um jornal local. Em seguida, R. ligou para o número de telefone (11) 6855-0900, veiculado no anúncio, e foi atendida por um funcionário. Depois de acertar os detalhes da negociação, a mulher foi orientada a encaminhar cópias de seus documentos pessoais via fax. O contrato de serviço, segundo o delegado, foi firmado em nome do banco Ficsa, da cidade de São Paulo.

Para ter acesso ao valor do empréstimo, a mulher foi orientada por telefone a depositar R$ 750,00, em duas parcelas, em uma conta-poupança aberta em nome de Carlos Antônio dos Santos.

Segundo a polícia, depois de depositar a primeira parcela no valor de R$ 370,00, a vítima foi orientada a telefonar para um outro local, onde foi atendida por um homem que se identificou como, Walter Gonzales, suposto funcionário do banco Ficsa. O atendente orientou a mulher a depositar a outra parcela da quantia combinada para a liberação do empréstimo. A vítima fez o segundo depósito e conferiu em sua conta corrente um cheque bloqueado do banco HSBC, no valor de R$ 15 mil.

Após alguns dias, o cheque, que estava em nome de Cleide Regina Petricci Silva, foi devolvido sob a justificativa de conta encerrada.

Em depoimento, a vítima afirmou que o empréstimo, no valor de R$ 15 mil seria pago em 60 parcelas e que toda a negociação foi realizada por telefone. Segundo o delegado Maldonado, será instaurado um inquérito policial para apurar os fatos e encontrar os autores do crime. Os acusados devem responder por estelionato e formação de quadrilha. A pena prevista vai de dois a oito anos de reclusão.

Investigação

De acordo com o delegado, a polícia está investigando o nome das pessoas envolvidas no caso, mas ressalta à dificuldade de se chegar à verdadeira identidade dos autores. “Esses nomes são, em tese, de suspeitos, mas com certeza são fictícios.”

Maldonado acredita que os golpistas que agiram nesse caso fazem parte de uma quadrilha organizada, que atuaria em várias regiões. “Eles devem agir em nível estadual, e talvez até nacional. Eu calculo que cerca de 15 membros façam parte do grupo.”

O delegado afirma que é muito comum a prática desse tipo de golpe e orienta a população para que desconfie dos empréstimos que apresentem muitas facilidades.

Edson Maldonado também faz um alerta sobre o risco de se enviar cópias de documentos pessoais por fax. Segundo ele, os golpistas utilizam esses papéis para abrir conta corrente em nome de terceiros e utilizar os cheques das vítimas.

Onda de golpes

Em abril do ano passado, segundo Maldonado, foram registrados cinco golpes dessa natureza em Jaú. A polícia promoveu uma campanha de divulgação pela imprensa e conseguiu conter a onda de estelionato. Maldonado afirma que o caso de ontem foi o primeiro registrado pela polícia neste ano.

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