O Banespa/Santander negou ontem a renovação da cláusula que versava sobre a garantia de emprego dos 13,72 mil funcionários do grupo no Brasil. Pelo acordo coletivo firmado no ano passado, essa garantia terminou no último dia 31 de março, e a reivindicação pela manutenção da mesma faz parte da campanha salarial dos bancários nesse ano.
A informação é do diretor do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região (Seeb) Marcos Silvestre. Ele esteve em São Paulo ontem participando da reunião com a diretoria do banco que definiu alguns itens da pauta de reivindicações da categoria. Na região abrangida pelo Seeb o Santander possui cerca de 400 funcionários.
De acordo com Silvestre, a justificativa da instituição financeira para a não-renovação da garantia de emprego foi a de que o banco precisaria entrar numa normalidade de poder demitir. Os bancários não desistirão desta reivindicação.
“Com essa atitude, o banco nos obriga a intensificar essa luta. Hoje (ontem) nós deixamos bem claro à diretoria que, se houver alguma demissão, vamos paralisar as atividades”, ressalta Silvestre.
O diretor do sindicato afirma que, na próxima semana, serão desenvolvidas várias atividades em todo País enfocando a renovação da garantia de emprego a todos os funcionários.
De acordo com Silvestre, desde que o Banespa foi privatizado, em novembro de 2000, o Santander reduziu o quadro de funcionários do banco de 22,23 mil para os atuais 13,72 mil. “A despesa do banco com folha de pagamento foi reduzida pela metade e não há motivo para demissões”, observa Silvestre.