O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, em reunião realizada ontem, voltou a pedir a proibição de estacionamento de veículos entre as quadras 8 e 13 da avenida Getúlio Vargas às sextas-feiras e sábado à noite e domingo à tarde para tentar reduzir os atos de vandalismo, infrações de trânsito e pertubação de sossego na via. Agora, a sugestão será apresentada à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).
A proposta já havia sido apresentada à Emdurb no ano passado, mas como alguns comerciantes instalados na avenida foram contrários à proibição, preocupados com o acesso dos seus clientes, decidiu-se apenas intensificar o policiamento na Getúlio Alves nos finais de semana. Na ocasião, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal manifestou-se contra a proposta, alegando que a proibição de estacionamento fere o direito do cidadão de ir e vir.
Primo Mangialardo, presidente do Conseg, diz que o policiamento ostensivo deu resultado na época, mas os atos de vandalismo voltaram a tornar-se freqüentes. “Avaliamos que a melhor alternativa é proibir o estacionamento porque a intensificação no policiamento reduziu os problemas. Mas como a PM não pode destacar o efetivo sempre para o mesmo local, o a alternativa é proibir o estacionamento nos horários mais problemáticos”, diz.
O capitão Benedito Roberto Meira, comandante da 1.ª Cia, explica que para intensificar o policiamento na Getúlio aos finais de semana precisou deslocar policiais de outras áreas e cancelar folgas, o que não poderá ser feito permanentemente. “Apreendemos armas brancas, muita bebida e até tacos de baisebol, mas não podemos deslocar o efetivo todos os finais de semana para um único setor da cidade”, ressalta.
A assessoria de comunicação da Emdurb informou que vai aguardar a reunião com o Conseg para depois manifestar-se sobre a proposta. O empresário Sílvio Serrano, que tem uma doceria na quadra 10 da Getúlio, acha que a proibição de estacionamento deveria ser implantada como experiência.
“Não tenho certeza que resolveria os problemas, mas pode ser que ajude”, diz ele que deixou de abrir sua loja aos domingos por causa da concentração de jovens que estacionam seus carros na avenida, passam a ouvir som em volume alto, ingerir bebidas alcoólicas e praticar atos de vandalismo.
Ele conta que teve prejuízo por causa da mudança de perfil da avenida. “Há clientes que se recusam a passar pela avenida por causa da confusão que os jovens fazem”, ressalta. Ele relata que teve a loja furtada duas vezes aos finais de semana e que a sujeira deixada pelos usuários da avenida é grande. “Além de lixo, eles usam uma árvore em frente a minha loja como mictório. Neste último final de semana, arrancaram uma árvore do canteiro central da avenida”, relata.