Tribuna do Leitor

Sem gasolina?


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Muito me entristeceu ver o brasileiro Rubens Barrichello abandonar a prova do GP do Brasil na 47.ª volta. Confesso que fiquei com raiva e até falei uns absurdos quando o vi sentado, desolado, do lado de lá do alambrado.

Depois, no dia seguinte, logo de manhã, peguei o JC, como faço todos os dias, e logo na capa a notícia: “Sem gasolina, Rubinho pára...”. Sem gasolina? Difícil acreditar que uma escuderia como a Ferrari não tenha em seu quadro pessoas com experiência suficiente para saber quanto pôr de combustível em um carro para que ele cumpra o tempo de percurso estipulado. É mais ou menos como você procurar um farmacêutico e ele disser que não sabe aplicar injeção. Um dentista não saber obturar. Um padre não saber rezar missa.

Não quero lançar dúvidas sobre a atuação dos profissionais da Ferrari. Longe de mim, uma pobre mortal bauruense. Mas que me veio à memória aquele GP em que o Rubinho, esse mesmo que parou na 47.ª volta por falta de gasolina, teve que abrir mão da vitória a poucos metros da chegada em favor do alemão Michael Schumacher a mando do dono da escuderia, isso veio. (Maria da Glória Buque)

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