Regional

Polícia de Duartina encerra inquérito que investiga incêndios criminosos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Duartina - A Polícia Civil de Duartina (40 quilômetros a Oeste de Bauru) encerrou o inquérito que apurava a autoria de um incêndio consumado ocorrido em novembro do ano passado na Serraria Dalfra, chácara Serro Azul. Os acusados do crime que abalou a cidade, tentaram intimidar a polícia, segundo o titular da Delegacia de Duartina, Antônio Augusto de Lima, ao atear fogo no carro de um investigador que trabalhava no caso.

O incêndio de dois caminhões pertencentes ao proprietário da serraria, Roberto Dal Vesco, ocorreu na madrugada do dia 2 de novembro de 2002. Os veículos estavam estacionados na área de carregamento da serraria quando foram incendiados.

Após o crime, a polícia passou a investigar e, passados 21 dias, o Chevette do investigador Yoshio Yamashita quase foi incendiado, em frente a sua casa, na cidade de Duartina. O endereço não foi divulgado por questões de segurança. O crime não se consumou porque uma viatura da Polícia Militar passava pelo local.

A polícia pediu autorização judicial para fazer buscas em quatro locais. Na casa de Marcelo Teixeira de Souza, 32 anos, os policiais encontraram um tênis e um pedaço de estopa semelhantes aos apreendidos pela perícia técnica, segundo o delegado.

Nas demais residências, a polícia não localizou nenhum objeto suspeito. Souza, segundo o delegado, já tinha passagem pela polícia por furto qualificado.

Inteligência

A partir da identificação de um dos acusados de autoria, a Polícia Civil desenvolveu um trabalho de inteligência policial e com o apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru chegou ao ex-presidiário Valdomiro dos Santos, conhecido por “Nei”, funcionário público municipal.

Santos, de acordo com a polícia, é acusado de tráfico de entorpecente, roubo e tentativa de homicídio contra uma criança.

Anteontem, com a conclusão do inquérito, a polícia pediu a decretação da prisão temporária, o que foi concedido pela Justiça. A prisão preventiva está sendo requisitada pela polícia.

O delegado Antônio Augusto de Campos Lima contou que o crime abalou a cidade, na época em que ocorreu. “A população ficou assustada porque o proprietário é de uma família conhecida e muito trabalhadora.”

Lima garante que, embora os acusados tenham tentado intimidar a polícia, por nenhum momento eles deixaram de trabalhar no caso. “Temos o dever legal de esclarecer o crime.”

Comentários

Comentários