Guerra no Iraque 2003

Queda de Bagdá não anima mercados

Agência Folha
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Londres - O mercado financeiro deu de ombros para o virtual colapso da ditadura iraquiana, apesar de o conflito no Oriente Médio ter sido apontado, nos últimos meses, como o maior obstáculo à recuperação da economia global. As principais Bolsas do planeta encerraram o dia no vermelho, enquanto o petróleo subiu 3%.

A guerra pode estar perto do fim, mas ainda sobram indefinições a respeito da recuperação mundial, especialmente nos países ricos, dizem os analistas.O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York chegou a iniciar o dia em alta, impulsionado pela queda de Bagdá, mas o otimismo não se sustentou.

O índice caiu 1,22%. A Nasdaq, Bolsa de empresas tecnológicas, perdeu ainda mais, 1,89%. O índice Standard & Poor’s 500, com as 500 maiores empresas do país, recuou 1,4%. Segundo os analistas, a “comemoração” da vitória já havia ocorrido nas Bolsas. Quando os EUA iniciaram o bombardeio ao Iraque, o Dow Jones obteve sua melhor semana em mais de 20 anos.

“O mercado esteve eufórico nas últimas três semanas. A alta começou antes do início da guerra”, disse Arthur Hogan, analista-chefe da corretora Jefferies & Co.

A queda nas reservas norte-americanas e a perspectiva de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vá reduzir sua produção fizeram as cotações do petróleo fecharem em alta pelo segundo dia seguido. O preço do barril teve uma expressiva valorização de 3% na Bolsa Mercantil de Nova York e encerrou o dia sendo negociado a US$ 28,85. Em Londres o ganho foi de 2,6%, e a cotação ficou em US$ 25,25.

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