Guerra no Iraque 2003

Jornalistas espanhóis fazem protesto

Agência Folha
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Madri - Jornalistas espanhóis fizeram ontem um protesto na presença do primeiro-ministro José María Aznar contra a morte de colegas seus no Iraque. Fotógrafos e cinegrafistas depositaram suas câmaras no chão quando Aznar chegou a uma reunião de seu partido, o Partido Popular (PP), no Senado, em Madri.

O primeiro-ministro, um dos mais firmes aliados do presidente americano George W. Bush no conflito no Iraque, se limitou a dizer “bom dia” aos manifestantes. Em seguida, os jornalistas se recusaram a cobrir a reunião, aberta para a imprensa.

Segundo o jornal “El Mundo”, os repórteres presentes se comprometeram a não assinar as reportagens sobre o evento e as rádios não colocaram no ar entrevistas com Aznar ou seus aliados do PP. Cerca de 50 jornalistas participaram do protesto.

“Os jornalistas presentes ao Senado asseguram que a ‘indignação’ causada pela ‘falta de sensibilidade’ do Executivo depois das mortes de Júlio A. Parrado e José Couso foi o estopim do boicote”, afirma o “El Mundo’ em sua página na Internet.

Embaixada Parrado, um enviado especial do próprio “El Mundo” a Bagdá, foi vítima de um foguete iraquiano, e Couso, um cinegrafista da rede de TV privada Telecinco, morreu quando o hotel em que estava foi atingido por um tanque americano.

Companheiros de José Couso na Telecinco realizaram seu próprio protesto em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Madri. Cerca de 18 cinegrafistas apontaram suas câmaras para o edifício da embaixada, com uma foto de Couso em uma das laterais dos equipamentos.

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