Em bate-papos entrosados, grupo de pescadores decide se encontrar e viver grandes emoções nas águas do Mato Grosso. O encontro, marcado para o mês de junho, nasceu após muitas conferências e conversas via Internet. É o início de uma grande aventura.
São 24 pessoas que irão se reunir para uma semana de pescaria no encontro dos rios 7 de Setembro e Kuluene, na Bacia Amazônica. O curioso dessa “expedição” é que a maioria dos pescadores ainda não se conhece pessoalmente, mas já apresenta grande afinidade nas horas e horas de conversas no site.
Como explica um dos pescadores e fundadores do “Tupiniquim Brazilian Fly Tyer Team” (www.tbftt.com.br), Nelson C. Maciel Filho, a viagem para o Xingu começou de uma maneira bastante divertida. “Conheci o Atá (Ataualpa Catalan, proprietário do Rancho Xingu), virtualmente falando, através de uma promoção de um site de pesca. Aí, começou a amizade. Rapidamente, ele se entrosou com o pessoal e propôs a viagem”, explica Maciel.
Feito o convite, os pescadores de fly começaram a se organizar. A cada dia, novas mensagens eram postadas no fórum sobre a viagem. Empolgação, decisões sobre transporte, iscas, o que e quem levar.
Cada dia uma nova informação e novas adesões à viagem. No final, até gente de fora dessa “barca”, de tanto interesse que a Expedição Rancho Xingu-TBFTT criou. O grupo de pescadores escolheu formas de pagamento, agendou ônibus leito e, dia a dia, apresenta novas iscas de fly. Quem ainda não era adepto da modalidade já está arriscando alguns arremessos. O próprio Catalan decidiu conhecer tudo sobre a pesca de mosca para não fazer feio. Afinal, é o anfitrião.
O grupo é formado por pessoas de várias cidades e estados. De São Paulo, fazem parte do grupo, Geraldo de Barros Monteiro Filho e Lígia, Vânia, Maria Laura, João Pereira, Celso Couto, Paulo Abdo, Fábio e Nivaldo Guerreiro; de São Bernardo do Campo, Oscar e André Nolf, Vitor Poiani e Adilson Caramello; de Campinas, Ezequiel Theodoro da Silva; do Rio de Janeiro, Marcio Big Mattos, Ronaldo, Kensuke Matsumoto e Mari; de Curitiba, Nelson Maciel e Thiago Zanetti; de Cuiabá, Mauro Alexandre; de Erexim, Lauro Rosset; e de Ponta Grossa, Attilio Motti.
A saída será no dia 30 de maio e o grupo pretende, além de pescar, é claro, conhecer os velhos amigos feitos na Internet e trazer muitas histórias para contar.
“Nascimento” do site
O “Tupiniquim Brazilian Fly Tyer Team” tem uma história engraçada e, acreditem, Bauru é causa e conseqüência. Pescadores de várias regiões se encontravam em fóruns de discussões em sites de pesca espalhados pela net. Pescadores de fly, eles trocavam idéias sobre iscas, atados, enfim, vários assuntos.
Um dia, o pescador Geraldo de Barros Monteiro Filho, atual webmaster do site, colocou pela primeira vez em um fórum, a expressão “Fly Caipira”: “Neste final de semana prolongado (novembro de 2001), estive visitando a sogra em Bauru. Lá, fui convidado para uma pescaria com os primos e imaginem qual foi a alegria de ver algumas velhas moscas que tinha dado tempos atrás sendo usadas no fly caipira e pescando muita tilápia. O pessoal simples, caseiros e auxiliares de fazenda usando o fly!”
O texto do pescador gerou muitos comentários naquele fórum. Alguns puristas criticaram outros adotaram o fly caipira, que pretende popularizar a pesca de mosca. Os simpatizantes do fly caipira decidiram então montar um site. Daí nasceu o “Tupiniquim Brazilian Fly Tyer Team”.
“E por que colocamos o título em inglês, já que somos um grupo de atadores caipiras e tupiniquins? Ora... Simplesmente porque tudo nasceu como uma brincadeira e, como tal, o nome imenso e em língua estrangeira com certeza seria mais respeitado pelos puristas de plantão!”, explica Monteiro, com muito bom humor. .
Mais curiosidades nos sites www.tbftt.com.br www.ranchoxingu.com.br