Os trabalhadores em empresas de refeições coletivas de São Paulo, representados na região Norte e Oeste do Estado pelo Sinterc, obtiveram reajuste de 15%, a ser aplicado sobre o salário de março. Com o aumento, o piso salarial da categoria passou a ser de R$ 402,00. O sindicato pedia reajuste de 25%, que elevaria o salário para R$ 450,00.
De acordo com comunicado do Sinterc, a pauta da campanha 2003/2004, composta por mais de 70 reivindicações, foi definida parcialmente. O salário-ingresso, pago nos primeiros 120 dias de salário, foi fixado em R$ 357,50. Nas empresas que não fornecem alimentação, o vale-refeição aumentou para R$ 7,00 por dia trabalhado.
Outro item definido foi o valor da cesta básica/vale-compras, que teve reajuste de 25% e passou para R$ 40,00. De acordo com o Sinterc, as negociações pelos demais itens da pauta continuam. Na base territorial do Sinterc há cerca de 4 mil trabalhadores do setor - 1,8 mil são filiados ao sindicato.
Frentistas
O Sindicato dos Frentistas de Bauru e Região divulgou nota ontem informando que os trabalhadores da categoria também obtiveram reajuste de, 13,35%. Com o aumento, o piso passa a ser de R$ 575,00 para o período diurno e R$ 718,75 para o período noturno. Os salários dos que exercem função cumulativa de frentista e caixa e dos gerentes são diferenciados.
O vale-refeição passou de R$ 4,90 para R$ 5,60 por dia trabalhado. O valor da cesta básica se manteve. No Estado, há três sindicatos patronais e 16 de empregados, que concordaram com a proposta formulada pelo Ministério Público sobre a campanha salarial, cuja data-base é 1 de março.