Botucatu - O Grupo Especial de Ação para Pneumonia Asiática, formado por profissionais de saúde do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (100 quilômetros a Sudeste de Bauru), reuniu-se na tarde de ontem e estabeleceu as principais diretrizes de atuação para os próximos dias.
Segundo informações da assessoria de imprensa do hospital, mesmo considerando serem baixas as probabilidades de surgimento de casos dessa doença na região de Botucatu, algumas medidas emergenciais foram adotadas. Isso porque o HC recebe mais de mil pacientes/dia, originários de mais de 200 cidades paulistas e de 60 de fora do Estado, conforme levantamento estatístico do ano passado.
O Grupo de Ação, composto por docentes, médicos e enfermeiros das principais áreas de acolhimento do hospital (pronto-socorro, triagem dos ambulatórios, pediatria, moléstias infecciosas, terapia intensiva, clínica médica, radiologia e hemocentro) deverá iniciar, de imediato, um treinamento em serviço para ministrar conhecimentos sobre a identificação dos pacientes sob suspeita.
Será ressaltada a importância de avaliação do quadro de sintomas comum à Pneumonia Asiática: febre alta (mais de 38.º), calafrios, dores musculares, tosse seca e dificuldades na respiração.
Ao mesmo tempo, o Grupo de Ação iniciará um processo de “reativação de barreiras”, ou seja irá aumentar o nível de exigências com relação aos cuidados básicos de higiene e segurança: utilizando máscaras em todos os contatos com os pacientes, evitando os apertos de mão, usando luvas e manter uma rotina de lavar as mãos após todo o atendimento. Além disso, haverá ênfase nas recomendações relacionadas aos procedimentos para coleta de sangue e que deverão ser concentrados na área de alta segurança mantida pelo Hemocentro.
O coordenador do Grupo de Ação, professor Domingos Alves Meira, e o diretor clínico do HC, doutor Celso Vieira, a partir das conclusões obtidas na primeira reunião de trabalho, deverão editar nas próximas horas um documento básico e que servirá de roteiro de conduta para todos os profissionais de saúde que atuam no pronto-socorro e nas outras portas de entrada de pacientes no HC.
Esse documento será disponibilizado pela Intranet e, de forma impressa, será entregue aos cerca de 300 médicos e profissionais de enfermagem que fazem o primeiro contato com os doentes que chegam ao hospital.
Ainda durante a reunião de ontem, foi estabelecido que a enfermaria de moléstias contagiosas deverá destinar uma de suas salas para abrigar um isolamento para os pacientes com suspeita de pneumonia asiática.
Também foi definido um modelo de manejo para tais doentes, sendo estabelecido um fluxo que evitará o seu contato ou aproximação com os outros pacientes do hospital, mesmo durante os procedimentos de rotina, como a realização de exames radiológicos e/ou laboratoriais.
Na próxima semana, o Grupo de Ação promoverá uma série de reuniões e palestras internas com os profissionais de saúde do pronto socorro e dos serviços de triagem dos ambulatórios.