Tribuna do Leitor

A César o que é de César


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Isso mesmo! A Josefina está certa: a César o que é de César. A razão de nossa missiva era exatamente essa de reconhecer quem, no nosso ponto de vista, merece júbilo. A eles o que é deles.

Bauru passou 100 (cem) anos à espera de um teatro municipal e, daí, veio alguém que transforma um prédio público, desfigurado do seu objetivo inicial e muito próximo do abandono, em um centro cultural e teatro municipal.

O tão sonhado teatro municipal havia sido prometido por inúmeros candidatos que se tornaram prefeitos e não cumpriram, para variar, o prometido. Teve um que lançou projetos e planos de construção do teatro com “cock-tail” (perdoe-me o anglicismo, mas a pernosticidade daquele evento merece) nos salões do Bauru Tênis Clube. Pois bem, veio o Tidei que não prometeu a dita obra e fez. E fez contra o interesse de algumas pessoas que se acham ungidas (o Bush e o Saddam também se acham) para decidir o que se deve ou não fazer em Bauru.

Lembro-me bem, lá se vão quase dez anos, mas lembro-me como se fosse hoje, a luta desenvolvida para a construção do Centro Cultural e Teatro Municipal Mestre Cyrillo. Não desmereço o seu trabalho, pois o arranjo final foi importante, sem ele o conjunto cultural e artístico ainda estaria por ser completado. Porém, não haveria oportunidade para o arranjo final se, como diz o povão, não tivessem carregado piano, montado o palco, afinado os instrumentos, composto as músicas e pago 85% do valor do espetáculo.

Cara Josefina, estou satisfeito com a pequena polêmica que provoquei. Vejo que não fiz redemoinhos na água, talvez tenha feito na areia, onde o tempo demora a desfazer, porém uma verdade foi bem lembrada nessa história toda e não se pode fugir dela demore o tempo que demorar... A César o que é de César. Quer queiram ou não! (Nicanor Amaro Silva - RG 7.725.024)

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