Economia & Negócios

Mais 'jovens' buscam a Previdência

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

O número de pessoas a partir dos 30 anos de idade que têm aderido a planos de Previdência Privada está aumentando de forma significativa. A constatação é do economista Marcos Falcão, presidente-executivo de uma companhia especializada em seguros de vida, capitalização e Previdência.

“As pessoas da geração dos 30 anos são muito mais preocupadas com a Previdência, em termos de planejar o futuro, do que as de 45 anos para cima. Acredito que, além de terem mais informações sobre isso desde cedo, elas vêem muitas pessoas, inclusive da própria família, chegarem aos 70 anos com a obrigação de continuar trabalhando porque não têm como se sustentar”, observa.

Falcão esteve em Bauru ontem participando do evento “Saiba como a reforma da Previdência mexe com sua vida”. O jornalista Luís Nassif e a técnica de vôlei Isabel Salgado (que deu um depoimento) também participaram do evento.

Inaugurada em 1991, no Interior de São Paulo a companhia de seguros presidida por ele possui uma filial em Bauru, Campinas e Ribeirão Preto e está ampliando sua atuação nessa área.

De acordo com Falcão, o principal ponto a ser destacado quando se fala em Previdência é que não se trata apenas da acumulação de renda para a aposentadoria, e sim da garantia que se obtém através de um plano previdenciário para ser utilizado em qualquer situação de emergência.

“Se acontece alguma coisa com o titular do plano, como em caso de falecimento, a sobrevivência da família estará garantida. A mesma coisa vale para salvaguardá-lo em um eventual acidente que o deixe inválido, impedindo essa pessoa de trabalhar para garantir o sustento da família”, observa.

Outro fato ressaltado por Falcão é o aumento da expectativa de vida do brasileiro, cuja média está na faixa dos 65 anos de idade. Ele observa que, a partir do momento em que se vive mais, é importante investir na qualidade de vida.

“Ninguém quer viver 70, 80, 90 anos e ser obrigado a continuar exercendo alguma atividade remunerada para garantir, pelo menos, seu sustento básico. Cada vez mais as pessoas primam pela qualidade de vida, e na maioria das vezes, a Previdência Social não garante um rendimento satisfatório”, coloca Falcão.

Há 20 anos, pouquíssimas pessoas pensavam em adquirir um plano de Previdência Privada e se contentavam com a aposentadoria garantida pelo emprego com carteira assinada. Mas de acordo com Falcão, estudos mostram que esse cenário vem mudando muito rapidamente, principalmente entre a classe média.

Segundo ele, é crescente o número de famílias da classe média que têm se preocupado em assegurar um futuro mais tranqüilo, em termos financeiros, e buscado a Previdência Privada para complementar a renda advinda da Previdência Social.

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