Regional

Vera Cruz espera reunir 12 mil pessoas

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 3 min

Vera Cruz - O grupo do Teatro da Semana Santa, de Vera Cruz (90 quilômetros a Leste de Bauru), chega ao seu 13.º ano de encenação da Paixão de Cristo, com a expectativa de reunir cerca de 12 mil pessoas de toda a região. “Nós atraímos, inclusive, gente de outros Estados”, afirma o diretor Valdivino de Moura.

Na cidade, além da Via-Sacra, o grupo de teatro também encena outros episódios que integram a Semana Santa, com a primeira apresentação realizada hoje (Domingo de Ramos), às 9h, simbolizando a entrada triunfal de Jesus Cristo junto ao povo de Jerusalém.

Na quinta-feira, às 19h, o grupo encena a passagem da Última Ceia, durante a missa realizada na igreja do Santuário Sagrado Coração de Jesus.

Segundo o diretor, o ponto alto das representações ocorre na sexta-feira, com o espetáculo da Paixão de Cristo, às 20h, na Praça da Matriz em frente à igreja. A programação é encerrada no domingo de Páscoa, às 6h, antes da missa, com a performance da ressurreição. “A gente está seguindo o calendário da igreja. Nós vamos ilustrando artisticamente dentro do que a igreja está celebrando”, explica.

O grupo do Teatro da Semana Santa, que conta com cerca de 200 integrantes, é formado por crianças, jovens, adultos e idosos, de 8 a 70 anos.

De acordo com Valdivino, o trabalho vem passando por um processo de profissionalização técnica e artística, o que está refletindo na qualidade das apresentações. O diretor afirma que para cada núcleo de atividades foi criado um departamento próprio, responsável por parte do projeto.

“Nós temos hoje um pessoal responsável só pela trilha sonora, outro só para a iluminação. Nós temos também 12 senhoras da comunidade que fazem pesquisa com a vestimenta da época e elaboram figurinos especiais para a apresentação”, exemplifica.

O apoio financeiro do espetáculo, segundo o diretor, vem da prefeitura e do comércio e indústria da cidade. O trabalho conta ainda com a especialidade técnica de profissionais da comunidade. “Se a gente sabe que tem um pintor, nós vamos buscá-lo. Se a gente sabe que tem um iluminador ou eletricista também. Onde tiver pessoas que possam contribuir nós vamos buscar”, afirma.

Renovação

Segundo Valdivino, apesar da estrutura narrativa fiel à liturgia da Igreja, a cada ano são realizadas modificações cênicas, que trazem nova vida à encenação. “Além disso, se você for ver pelo ângulo da arte, teatro é emoção e emoção jamais se repete. Se você for ver pelo ângulo da fé, a Paixão de Cristo é um mistério, e ela nunca se repete, é sempre atual”, completa.

Este ano, o espetáculo abrirá um parêntese para enfocar o tema da Campanha da Fraternidade direcionado aos idosos. Para tanto, segundo o diretor, foi montada uma coreografia que retrata a realidade do idoso dentro do contexto social. “Cada ano existe essa temática e a gente faz isso com o objetivo de despertar a consciência da pessoas e provocar um questionamento sério sobre o tema.”

Para o diretor, a proposta principal do trabalho é transmitir uma mensagem religiosa, resgatando os valores cristãos. “Nós queremos evangelizar através da arte. Colocar a arte a serviço da fé.”

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