Economia & Negócios

Polícia Federal lacra bombas de gasolina

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 1 min

Na última sexta-feira, durante uma operação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal lacrou bombas de gasolina em quatro postos de combustíveis em Bauru. O motivo foi a indicação, através de um aparelho que analisa em poucos minutos a composição do combustível, de desvio de padrão na fórmula da gasolina.

Por ora, os nomes dos postos serão preservados, até que o laudo pericial técnico seja concluído. Os testes da semana passada foram conduzidos por um químico contratado pelo MPF, e o acompanhamento da Polícia Federal na operação foi solicitado pelo procurador da República Pedro Antonio de Oliveira Machado.

De acordo com ele, as análises foram realizadas em 20 postos da cidade. Nos estabelecimentos em que o equipamento indicou “combustível fora das especificações” foram coletadas amostras da gasolina. Estas foram enviadas à Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Araraquara, com a qual o MPF possui convênio para esse tipo de análise.

“Somente após ser emitido o laudo pericial pelo Departamento de Química da universidade é que poderemos saber o que exatamente está errado com essa gasolina. Até lá, as bombas devem permanecer lacradas”, afirma Machado.

O delegado Antônio Vaz de Oliveira, da Polícia Federal, diz que se alguma bomba for aberta, o proprietário do posto terá que responder por crime de violação de lacre.

O procurador do MPF explica que, a partir do laudo pericial, dependendo do resultado poderá ser instaurado inquérito policial, caso fique comprovado que algum posto está ou estava trabalhando com gasolina adulterada.

Ontem, a reportagem deixou recado para os gerentes de três dos quatro postos que tiveram bombas lacradas, mas até o fechamento desta edição não houve retorno de nenhum deles. Em um dos postos não foi possível estabelecer contato.

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