O roubo é um crime que conta com o elemento surpresa, na opinião do comandante da 1ª Cia da PM, capitão Benedito Roberto Meira. “O roubo pega a vítima de surpresa. Pode ser planejado ou se valer de uma oportunidade, como este que, possivelmente, o ladrão tenha visto no descuido da empregada a chance que precisava para praticar um assalto”, afirma.
Para evitar este tipo de situação, o capitão aconselha as donas de casa a orientar suas funcionárias a não deixar a porta aberta enquando estiverem limpando a frente da casa. “Elas devem manter a porta e o portão trancados com a chave em sua posse. Isso dificulta a ação dos ladrões”, diz.
Ele lembra que os alarmes e cercas elétricas protegem o patrimônio, mas em casos como esses, pouco ajudam. “A porta estava aberta e o ladrão rendeu os moradores. Foi um descuido que foi aproveitado pelo ladrão”, frisa.
O roubo ocorrido ontem foi fora dos horários críticos, segundo o capitão Meira. “Normalmente, os roubos ocorrem no período noturno. O escuro facilita a ação dos ladrões e dificulta o reconhecimento por parte da vítima”, explica.
Segundo Meira, os moradores devem desconfiar de pessoas estranhas que ficam paradas nas esquinas ou rondando determinado local. “Avise a Polícia Militar pelo telefone 190”, aconselha. Na opinião dele, na atual situação, as pessoas devem desconfiar de estranhos não considerando os horários. “Não é só à noite que os roubos acontecem”, ressalta.
A aparência não denuncia o ladrão, lembra Meira. “Nem todos os marginais são mal vestidos ou tatuados. Neste caso, o fugitivo usava uma roupa social, produto de um roubo anterior e um óculos de grau, o que deu credibilidade a sua aparência”, afirma.
Segundo o capitão, a manga comprida da camisa usada pelo ladrão escondeu suas tatuagens. “A roupa social dá credibilidade. O fugitivo já tinha passagens por furtos e roubos e cumpria pena por esses motivos e sabia das artimanhas”, opina.
As vestimentas mais populares, tipo short e camiseta, despertam a atenção sobre os marginais, diz o capitão. “A população desconfia de quem está mal vestido e mal calçado e confia em quem está bem vestido. Isso não deve acontecer porque a vestimenta não diz nada”, completa.