• Refis
Os pedidos pela reabertura do Refis (programa de refinanciamento fiscal) estão sendo reforçados, agora, pelos industriais. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, criticou a proposta apresentada pelo governo federal que determina o parcelamento das dívidas das empresas com o fisco. Para ele, esta alternativa pode ajudar, mas não seria a solução ideal.
• Prazos
Pela nova proposta, pequenas e médias empresas podem pagar suas dívidas em prestações com prazos definidos. O Refis, lançado em 1998, não definia prazos, e apenas orientava que as empresas podiam pagar suas dívidas seguindo um percentual sobre o faturamento. Uma pesquisa feita pela Fiesp mostra que 80% das empresas paulistas querem a reabertura do antigo Refis, contra 14% que são contra.
• Fiscalização
E ainda falando sobre empresas, no primeiro trimestre desse ano, a Receita Federal autuou 7.747 contribuintes pessoa jurídica em situação irregular. Acrescido de multas e juros, o valor de sonegação descoberto pela fiscalização chega a R$ 6,03 bilhões. Desse total, o montante de R$ 1,922 bilhão se refere apenas ao setor industrial, no qual foram feitas 426 autuações. Até o final do segundo trimestre, a Receita Federal deve concluir outras 10,2 mil investigações.
• Reciclagem
O setor de reciclagem de embalagens para bebidas no Brasil está acentuando cada vez mais sua curva ascendente na linha que indica o crescimento dos negócios. Na década de 90 esse filão ganhou fama e espaço com as latinhas de alumínio, mas agora já avança rumo a materiais concorrentes. No ano passado, as taxas de reciclagem nesse novo mercado aumentaram em até 53%. O índice de reaproveitamento de latas de alumínio em 2002 chegou a 87%.
• Crescimento
O negócio cresceu tanto que, atualmente, a reciclagem de alumínio desenvolvida juntamente com a fabricante Latasa reúne 2 mil empresas e movimenta, anualmente, R$ 850 milhões. Ao todo, 150 mil pessoas trabalham nessa atividade, sendo responsáveis pela coleta de latas. Em média, os “catadores” ganham três salários mínimos por mês. Em Pindamonhangaba (SP) chegou a ser criado um pólo que abriga três fundições de alumínio voltadas à reciclagem de latas.
• Opções
Mas as opções em torno desse negócio não páram por aí. No início do ano passado, a Metalic (fabricante de latas de aço para bebidas) e sua controladora, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), se uniram e formaram um programa de reciclagem. Desta forma foi criada a Reciclaço, companhia voltada à recuperação das embalagens produzidas na Metalic. O sistema inclui, até mesmo, um subsídio pago aos catadores de lata, o que melhora o preço e estimula a coleta.
• Tecnologia
Atuando em outro segmento, a Tetra Pak também percebeu a necessidade de investir em reciclagem. Contudo, em lugar de direcionar esforços a programas de coleta, decidiu desenvolver uma tecnologia para recuperar as caixinhas longa vida. Em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a empresa vem pesquisando há seis meses um processo que tem a finalidade de separar os componentes da embalagem (composta por papel, plástico e alumínio) e elevar o valor do material para catadores. O objetivo final é estimular sua reciclagem.
• Embalagens
Já no caso das embalagens PET, estão sendo desenvolvidas novas aplicações para o material reciclado. As garrafas, que começaram a ser utilizadas como matéria-prima de cordas e vassouras, atualmente são utilizadas como fibra no setor têxtil e para a fabricação de outras embalagens. O mais recente foi desenvolvido pela empresa Basf, que começou a usar o PET na fabricação de tintas, substituindo derivados de petróleo pelas garrafas recicladas e processadas.