Guerra no Iraque 2003

Assessores renunciam devido a saques a museus no Iraque

Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

Washington - Dois membros de um conselho sobre propriedade cultural do governo norte-americano renunciaram em protesto pelo fracasso dos Estados Unidos em impedir o roubo de peças de incalculável valor do Museu de Antiguidades de Bagdá. “Isso não deveria ter acontecido”, disse Martin Sullivan ontem sobre o roubo e destruição de objetos do Museu Nacional do Iraque durante uma onda de saques em Bagdá.

Os saques na capital iraquiana começaram depois que as forças lideradas pelos EUA depuseram na semana passada o presidente iraquiano, Saddam Hussein.

Sullivan, que presidiu durante oito anos a Comissão de Assessoria sobre Propriedade Cultural, e Gary Vikan disseram ter renunciado porque os saques não poderiam ser permitidos.

“Certamente sabemos o valor do petróleo, mas com certeza não sabemos o valor dos artefatos históricos”, disse Vikan, diretor da Galeria de Arte Walters, em Baltimore, ontem.

Sullivan enviou uma carta de renúncia   Casa Branca porque ‘’não se pode falar livremente’’ como funcionário do governo. “Havia uma grande brecha entre nossas prioridades”, disse ontem Sullivan, durante entrevista   Reuters. “Essa é uma das coisas que deve ser planejada anteriormente em uma guerra”, afirmou.

O Museu Nacional do Iraque possuía artefatos raros de antigas civilizações da Mesopotâmia. Um grupo de arqueólogos se reuniu ontem em Paris para tentar achar formas de resgatar a herança cultural iraquiana.

Comentários

Comentários