Até o início de maio, o Hospital Estadual (HE) não assumirá a demanda de cirurgias legadas pela Associação Hospitalar de Bauru (AHB) pois não dispõe de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Sem a unidade, as cirurgias de grande porte ficam inviabilizadas. Assim que a UTI estiver funcionando, o hospital terá como realizar cerca de 300 cirurgias eletivas por mês.
A informação foi prestada pelo diretor técnico do HE, Carlos Alberto Macharelli, que não havia sido comunicado oficialmente da suspensão das internações não-emergenciais por parte da AHB. Segundo ele, após a primeira semana de maio, o centro de tratamento intensivo estará em atividade.
Contando com ele, hipoteticamente o HE teria como atender o total de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), já que cerca de 240 são encaminhados à AHB, num prazo de 30 dias.
“Já temos cerca de dez operações agendadas para quando a UTI estiver funcionando. Poderíamos até absorver os encaminhamentos do SUS, mas isso tem que ser discutido. Não é uma coisa automática: fecha ali e abre aqui. Não funciona assim”, explica Macharelli.