Regional

Sobar define destino em 9 de maio

Da Redação
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O futuro da Usina Sobar, istalada no município de Espírito Santo do Turvo (65 quilômetros a Sudeste de Bauru), e de seus funcionários serão definidos no próximo dia 9, em reunião na Vara da Justiça do Trabalho de Ourinhos. Durante o encontro, no qual estarão presentes representantes do Banco Rural Leasing Arrendamento Mercantil, da Sobar e do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Químicas, do Álcool e Farmacêuticas de Ipaussu, serão apresentadas as empresas que devem arrendar ou comprar a usina.

A data foi marcada no dia 9 de abril último, em reunião realizada no mesmo local. Na ocasião, foi assinado entre as partes um contrato que determina um período de trégua de 30 dias, em que os funcionários ficarão parados, mas receberão o salário de abril.

O Banco Rural tomou posse dos bens da Usina Sobar no último dia 4, com base no mandado de reintegração de posse expedido pelo juiz Antônio José Magdalena, da 2ª. Vara Cível de Santa Cruz do Rio Pardo. A usina, ligada ao Grupo Petroforte, de Ari Natalino da Silva, acumula dívida de cerca de R$ 24 milhões junto ao banco.

Na reunião do dia 9 foi decidido também que o salário de abril dos cerca de 500 empregados da Sobar será pago com o dinheiro obtido com a venda de 353 mil litros de álcool, lacrados pelos funcionários no dia da intervenção. Segundo o presidente do Sindicato, José Carlos de Paula, a quantia seria insuficiente para o pagamento. Na reunião, porém, o Banco Rural disponibilizou até R$ 200 mil para completar o pagamento do salário.

A Petroforte tem até o dia 25 para entrar com recurso contra a intervenção. O advogado do Banco Rural responsável pelo caso, Ivan Mercedo de Moreira, acha, entretanto, esta hipótese improvável.

O advogado confirmou que não há interesse por parte do banco em assumir a administração da usina. Segundo ele, as negociações com as empresas que deverão arrendar ou comprar a Sobar estão bastante avançadas, mas, por razões de sigilo comercial, o banco não pode ainda divulgar o nome das futuras proprietárias.

Controvérsia

A controvérsia entre o sindicato da categoria e o Banco Rural está no fato de que a instituição financeira tem posse apenas dos bens da Sobar, e não de sua dívida em encargos trabalhistas, que chega a R$ 40 milhões. “O banco se mostrou disposto a assumir (a dívida trabalhista), mas ela vai passar para um terceiro. Então esse terceiro tem que assumir a dívida trabalhista”, afirma o presidente do sindicato.

O advogado do Banco Rural, por sua vez, contrapôs a informação dizendo que a empresa compradora da Sobar vai assumir os funcionários da usina, mas não necessariamente a dívida. “A empresa vai assumir os empregados, mesmo porque há uma determinação nossa para isso. Já a dívida, ela (a empresa) não sabe nem de onde vem, mas vai estudar caso a caso e fará o melhor para todos”, conclui.

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