Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Frutas

Produtores de frutas estão animados com os números que se estimam para as vendas externas. Os exportadores brasileiros esperam para o final de 2004 um aumento de 112% nas receitas obtidas com as exportações em 2002, conforme anunciou nesta semana o presidente do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), Moacyr Fernandes. No ano passado, as exportações no setor geraram US$ 241 milhões. A previsão para o final de 2004 é de que este montante suba para US$ 512,1 milhões.

• Para exportação

Mas num País onde o volume de produção de frutas é o terceiro maior do mundo, os generosos números e cifras não são totalmente surpreendentes. A colheita estimada no Brasil é de 38 milhões de toneladas, número que perde apenas para a China (133 milhões de toneladas por ano) e para a Índia (58 milhões de toneladas anuais). Segundo o Ibraf, para dezembro de 2004 o volume de frutas destinadas ao Exterior deverá superar 900 mil toneladas. No ano passado foram exportadas 668,9 mil toneladas.

• Variedade

O Brasil exporta limão, maçã, manga, mamão, uva, banana, abacaxi, tangerina, entre outras frutas, para os principais consumidores mundiais: Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Escandinávia e França. Visando aumentar as vendas ao comércio externo e conquistar novos mercados, o Ibraf renovou um acordo com a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex) e criou um projeto de promoção das exportações, que receberá investimentos de R$ 8,5 milhões (US$ 2,6 milhões) até o final de 2004.

• Latas

Já há bastante tempo, é comum ver pessoas na rua, muitas vezes perto de bares e festas, pegando latas de alumínio de bebidas. Em muitos casos, disso é tirado o sustento de uma família. E estas cenas são cada vez mais comuns em todos os cantos do País. No início desta semana, a Associação Brasileira de Alumínio (Abal) divulgou que a coleta de latas de alumínio movimenta no Brasil R$ 850 milhões por ano e envolve - da coleta à transformação - cerca de 2 mil empresas.

• Alumínio que sustenta

As estimativas da associação são de que aproximadamente 150 mil pessoas vivam exclusivamente da coleta de latas de alumínio, em mais de 6 mil pontos de compra de sucata em todo o País. Segundo dados da entidade, nos últimos cinco anos o perfil das pessoas que coletam latas de alumínio mudou bastante. Atualmente, escolas, instituições beneficentes, igrejas, aposentados e donas de casa somam-se à tradicional figura dos catadores de lata.

• Bom negócio

Nesta semana foi abordado na coluna o tema reciclagem de latas de alumínio, que com números altíssimos mostra como os negócios nessa área cresceram no Brasil. No ano passado, a reciclagem de latas de alumínio gerou uma economia de energia de cerca de 1,7 mil GWh/ano, o que corresponde a 0,5% de toda a energia gerada no País. Segundo a Abal, esse total atenderia as necessidades de uma cidade com um milhão de habitantes, como Campinas (SP).

• Crédito

A Caixa Econômica Federal vai ciar uma linha de crédito especial para as cidades. A medida foi anunciada recentemente pelo presidente da instituição, Jorge Mattoso. Segundo ele, a nova linha de crédito atende a um pedido feito pelo ministro das Cidades, Olívio Dutra. A nova linha deve ser anunciada logo depois que o Conselho Curador do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) liberar recursos para a retomada do financiamento de imóveis novos e usados para a classe média.

• Novo modelo

Segundo informações da própria presidência da Caixa, a instituição deverá adotar um novo modelo de metas para conceder financiamentos habitacionais, a serem alcançadas pelas diferentes agências. A rede da Caixa já dispõe de metas de volume de recursos que devem ser contratados em crédito imobiliário. A partir de agora, essas metas serão mais detalhadas e levarão em conta o tipo de programa em que é concedido o financiamento, entre outras características.

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