A Semana Santa é um feriado da Igreja Católica em que é comemorada a última semana de Jesus Cristo na Terra. Começa com o Domingo de Ramos, que simboliza a entrada de Cristo em Jerusalém, e termina com o Domingo de Páscoa, quando se comemora a ressurreição do Messias, depois de ter sido crucificado na Sexta-Feira Santa.
Mas ao contrário do que se pensa, a Páscoa não é essencialmente católica. A data é comemorada há mais de 3 mil anos pelos judeus.
A Páscoa Judaica é chamada Pessach, em hebraico, que significa “passar por cima”. Nesta data, é comemorada a libertação dos judeus da escravidão no Egito. Seria a data em que o anjo do Senhor “passou por cima” das casas dos israelitas para levar a décima praga ao povo egípcio.
A Páscoa é chamada também de “festa do pão ázimo”, em referência ao pão assado sem fermento. Simboliza o momento em que os judeus saíram do Egito, às pressas, sem tempo de esperar o pão crescer.
Segundo o ritual judaico, dias antes do Pessach, os judeus devem fazer uma limpeza ritual na casa. No dia, devem usar um jogo de pratos especial e não podem comer nem beber nada que contenha grãos ou farinha fermentada.
Antes da refeição, quando já sentaram à mesa, uma criança deve perguntar: “Por que esta noite é diferente de todas as noites?” O pai deve, então, explicar como os judeus foram libertados do Egito e se tornaram um povo.
Na refeição, bebe-se vinho, o símbolo da alegria, e come-se alimentos com carga simbólica: ervas amargas, em referência à infelicidade da escravidão, uma mistura de maçã ralada, nozes, vinho e mel, para simbolizar o cimento usado para a construção de tijolos, e um osso de carneiro assado, que representa o sacrifício pascal.