Política

Encontro evangélico discute combate à fome e à miséria

Da Redação
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Cerca de 800 pessoas participaram do 10.º Encontro de Líderes de Evangélicos (ELE) que está sendo realizado no Recinto Mello Moraes, até hoje. O evento, que tem como tema “Missões. Um sacrifício puro”, visa despertar nos participantes a reflexão sobre a importância das obras missionárias, de levar o Evangelho aos povos que ainda não receberam a palavra de Deus, segundo Agostinho Rodrigues Júnior, um dos organizadores do evento.

Para Ariovaldo Ramos, pastor da Comunidade Cristã Reformada em São Paulo e um dos palestrantes do evento, o objetivo do ELE é conscientizar as pessoas sobre a importância da ajuda ao próximo. “Nosso trabalho é ajudar aqueles que precisam, um trabalho importante num País injusto como o nosso porque é uma nação rica e tem tanta gente excluída, passando fome”, enfatiza.

Ele afirma que as pessoas precisam olhar o País com outros olhos. “O problema é da sociedade civil, a fome é nossa. Se nós não nos emanarmos, se não envolvermos, não vamos resolver a situação, não tem mágica”, frisa. Para ele, por mais bem intencionado que seja o governo, mesmo assim é necessário que toda a sociedade se mobilize para um único bem.

“Existe dois objetivos primordiais. Primeiro é se envolver com aqueles que estão tratando dos problemas e depois a conscientização. Quanto mais as pessoas se envolvem num trabalho voluntário, mais consciência elas têm do seu país, da sociedade e, assim, da necessidade de mudança”, afirma.

Ramos é membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) que faz parte do programa de governo Fome Zero. O Consea é composto por 13 ministros de estado e 38 membros da sociedade civil, além de observadores nacionais e internacionais que totalizam 62 pessoas no conselho.

Segundo Ramos, o Fome Zero é um programa sério e, portanto, merece o apoio de todos. “O governo não é o Estado, o Estado é o povo, o Estado é a nação. O governo está a serviço do povo”, lembra. Para ele, quem tem que salvar o País é o povo e não somente o governo. Ramos chama a atenção para a importância do papel das prefeituras junto à população.

Para ele, cada cidade tem que ter um conselho de segurança alimentar. “Os membros da sociedade civil precisam se organizar. Sindicatos, igrejas, associações de bairros e profissionais em geral precisam criar um comitê popular e, com isso, pleitear junto à prefeitura um Consea no município, que vai ajudar o prefeito com sugestões de políticas e diretrizes e, assim, erradicar a fome e acabar com a exclusão social. Isso faz parte do programa Fome Zero, mas é preciso que a sociedade se organize para vencermos os problemas do País”, completa.

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