É comum ver as crianças nos sinaleiros pedindo “uma moedinha”, cuidando de carros, dormindo na calçada e cheirando cola. Vítimas de maus-tratos e muito menos de “tratos”, personagens de uma negligência, função da família, função da sociedade, políticas adequadas...
Quais os valores que fazem parte do cotidiano dessas crianças? Fácil julgar as atitudes aprendidas em casa, mas que casa? “Barraco” seria a melhor definição, morando com um, dormindo na casa de outro, construindo o seu valor de família. Que sentimentos mais experienciaram em sua vida e aprenderam através de sua infância? Qual a perspectiva de vida podem ter? Ter um pai que não bebe, uma mãe que converse e explique sobre a vida, simplesmente ter alguém que cuide, por amor. Quantos adolescentes tornaram-se felizes por terem sido crianças amadas.
O julgamento é claro. Difícil é existirem políticas sociais convincentes para permear tais julgamentos, que consigam resgatar um pouco o que uma família não pode e nem soube transmitir enquanto criança, durante sua infância. Pelo simples fato também de não ter adquirido recursos financeiros, dignidade, oportunidade e valores humanos. Amar é cuidar, a fim de que futuramente tornem-se adolescentes amados, educados, afetivos e “maiores” por suas escolhas na vida! (Roberta Ribeiro Pinto - e-mail: roberta@adaptanet.com.br)