Bairros

Coleta seletiva tem pouca adesão

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Apenas quatro mil quilos de materiais recicláveis são recolhidos diariamente pelo caminhão da coleta seletiva da Prefeitura de Bauru. A quantidade representa 3% do total de lixo produzido na cidade, que deixa de ser encaminhada para o aterro e passa a ter como destino a central de reciclagem.

A coleta seletiva em Bauru abrange 65% da área urbana da cidade e agora está sendo feita em três novos bairros: Núcleos Edson Francisco Silva, Gasparine e Índia Vanuíre.

Portanto, o total arrecadado é considerado insatisfatório. O resultado são materiais que poderiam ser reciclados e estão sendo encaminhados ao aterro sanitário, onde serão enterrados e ficarão anos até que o processo de decomposição seja completo.

De acordo com Luís Pires, secretário municipal do Meio Ambiente, 60% do lixo produzido em casa é passível de reciclagem. “É preciso de mudança de comportamento para fazer separação do lixo. Só com o tempo situação vai mudar”, diz.

O secretário, entretanto, faz uma ressalva. Ele calcula que pouco mais de 3% do lixo de Bauru deve ser reciclado já que muitos catadores e empresas recolhem os recicláveis antes do caminhão da coleta seletiva.

Situação crítica

De acordo com a responsável pela coleta seletiva em Bauru, Dalva Aparecida Pereira de Andrade Silva, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), os números de março são mais preocupantes: apenas 61 mil quilos tiveram como destino a central de reciclagem.

Ela atribui a queda na coleta às empresas e catadores que se antecipam ao trabalho da prefeitura. “Estamos tendo bastantes problemas com os catadores de lixo. A população colabora, colocando o lixo separado na rua. Só que antes de que o caminhão passe, os catadores recolhem esse lixo”, conta.

Dalva explica que participar da coleta seletiva é simples. Em casa, o morador não precisa ter quatro lixeiras diferentes. Duas bastam. Em uma, deve ser colocado o lixo orgânico. Na outra, todos os materiais que podem ser reciclados - papel, metal, plástico e vidro.

O lixo deve ser colocado na calçada no dia e na hora em que o caminhão da coleta seletiva passa. O material é encaminhado à Central de Triagem, onde integrantes da Associação de Catadores de Lixo o separa para posteriormente vendê-lo.

“Temos procurado colocar nossa coleta em um horário que não bata com a coleta domiciliar”, diz Dalva.

Nos bairros ou ruas em que ainda não há coleta seletiva, os moradores podem fazer a solicitação à Semma.

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