Regional

Programa de Coleta Seletiva está completando dez meses

Por Marcos Crivellaro | Tribuna Impressa
| Tempo de leitura: 2 min

O Programa de Coleta Seletiva de São Carlos, iniciado em junho de 2002, já está completando dez meses. Trabalham atualmente no programa, como coletores, cinco pessoas que antes recolhiam recicláveis no aterro sanitário, de um total de 16 trabalhadores.

Os trabalhadores atualmente recebem auxílio para a retirada de documentos pessoais. Além disso, recebem orientação na organização do trabalho, seguro individual e equipamentos de proteção individual e coletiva. A receita gerada com a venda dos materiais é revertida integralmente para os trabalhadores do programa.

Por outro lado, um dos objetivos básicos do programa, que é a adesão dos catadores que ainda trabalham no aterro sanitário, não vem sendo alcançado. Desde administrações anteriores, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e o Ministério Público vêm notificando a prefeitura sobre a ilegalidade da presença de catadores no aterro municipal. Recentemente, a prefeitura recebeu uma advertência da Cetesb. Se os catadores continuarem a exercer sua atividade no aterro, a administração municipal sofrerá as sanções legais, inclusive pagamento de multas.

Aproximadamente 40 pessoas ainda trabalham no aterro sanitário de São Carlos, pegando materiais recicláveis em meio ao lixo. Para tentar retirar esse pessoal da atividade, criou-se em 2001 o Programa Municipal de Redução e Controle de Resíduos - Futuro Limpo. Segundo seus idealizadores, um dos objetivos principais do programa é oferecer aos trabalhadores do aterro sanitário a possibilidade de participação em um programa de inclusão social, que resgate a cidadania.

Os catadores que saírem do aterro e aderirem ao programa de coleta seletiva, desde que estejam na relação preparada em novembro de 2001 pela Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social e ainda não tenham participado do programa, receberão um auxílio por três meses, garante a administração. Este auxílio é viabilizado por meio de uma parceria entre prefeitura, iniciativa privada e ONGs (Organizações não Governamentais) ambientalistas.

Comentários

Comentários