Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Declaração

Conforme tema iniciado ontem nesta coluna, segue hoje a continuação das orientações sobre quem pode ser incluído como dependente na declaração do Imposto de Renda (IR) do contribuinte titular. Lembrando, a legislação do IR permite que o contribuinte deduza R$ 1.272,00 por pessoa considerada dependente, mesmo que a relação de dependência tenha existido por menos de 12 meses no ano passado. A declaração entregue neste ano é válida para 2003, mas tem como a base das informações prestadas o ano de 2002.

• Dependentes

Podem ser dependentes neto(a) ou bisneto(a) sem arrimo dos pais, com idade de 21 até 24 anos, se ainda estiver cursando ensino superior ou escola técnica de 2º grau, desde que o contribuinte tenha detido a guarda judicial até os 21 anos (código 25 na declaração); pais, avós e bisavós que, em 2002, tenham recebido rendimentos, tributáveis ou não, até R$ 12.696,00 (código 31); menor pobre, até 21 anos, que o contribuinte crie e eduque e do qual detenha a guarda judicial (código 41), e pessoa absolutamente incapaz, da qual o contribuinte seja tutor ou curador (código 51).

• Prazo

O prazo final para a entrega da declaração de Imposto de Renda termina no próximo dia 30. Conforme orientações do titular da Delegacia da Receita Federal (DRF) em Bauru, Celso Pegoraro, é importante que não se deixe para declarar na última hora, principalmente as pessoas que utilizam meios eletrônicos, como a Internet. Segundo o delegado, nos dois últimos dias marcados para a entrega da declaração o sistema da Receita Federal costuma “travar” em função da grande quantidade de dados enviados. O site da Receita na Internet é www.receita. fazenda.gov.br.

• Malha fina

A entrega da declaração é obrigatória para todas as pessoas que, em 2002, tiveram rendimentos tributáveis (como salário) acima de R$ 12.696,00. É importante que os contribuintes fiquem bem atentos na hora de preencher os campos do formulário, pois qualquer erro pode deixar a declaração retida na malha fina da Receita. Quem tiver dúvidas deve procurar orientação especializada, já que a Receita Federal está apertando o cerco nas fiscalizações este ano.

• Inovação

Inovando mais uma vez, a Casas Bahia está mudando o foco de sua atuação para faturar mais. No novo conceito de planejamento de negócios da empresa, o consumidor que ganha dois salários mínimos por mês e paga prestação mensal de R$ 35,00 a R$ 50,00 em média, será o responsável pelo lucro estimado de R$ 60 milhões da Casas Bahia neste ano. No primeiro bimestre deste ano, a empresa vendeu 20% a mais mna comparação com o mesmo período do ano passado.

• Sem abalos

Os números comprovam o que vem dizendo Michael Klein, sócio-proprietário da rede que possui 325 lojas no País. De acordo com ele, a queda generalizada no consumo provocada pela retração da renda e pelos juros elevados não abalou tão fortemente a Casas Bahia. Para 2003 a previsão é faturar R$ 5 bilhões, 20% a mais do que em 2002. Para compensar a queda nas vendas de eletrodomésticos, acentuada após o racionamento de energia elétrica, a rede decidiu aumentar a oferta de móveis. É com estratégias assim que se torna possível driblar as crises, que não costumam poupar muitos.

• Estratégias

E falando em estratégias para atrair clientes, o comércio de rua da cidade de São Paulo está dando bons exemplos de como disputar de maneira inteligente com os shoppings centers. Preços baixos e concentração de produtos são a chave para fazer a força das ruas com tradição comercial, tática que pode ser utilizada em qualquer cidade, inclusive em Bauru, que tem um comércio tão forte na área central - com destaque para o Calçadão da Batista de Carvalho.

• Preferência

Segundo dados de uma empresa de consultoria, as calças, camisas, saias e vestidos comercializados pelo comércio de rua em São Paulo são procurados por 64% dos paulistanos, índice próximo aos 67% que compram em shoppings. A conhecida rua 12 de Outubro, na Lapa, é a primeira que vem à cabeça do morador da Capital na hora de ir às compras, com 13% das preferências, de acordo com os dados levantados pela consultoria. Voltaremos a falar sobre estratégias de vendas neste espaço.

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