O 2.º Batalhão de Polícia Rodoviária, responsável por cerca de 8 mil quilômetros de estradas, registrou dez mortes durante a operação “Paixão de Cristo-Páscoa-Tiradentes”, que teve início na última quinta-feira e foi encerrada ontem, às 12h.
Segundo o tenente Mário Donizete dos Santos, o número representa um aumento de 25% em relação a 2002, quando foram registradas oito vítimas fatais. O tenente ressalta, entretanto, que este balanço final deve ser analisado levando-se em conta o aumento dos dias de operação, já que este ano o feriado da Semana Santa foi emendado ao Dia de Tiradentes. “Em um fim de semana normal nós temos a morte em média de duas, três pessoas por dia. Então não fugiu muito da normalidade, considerando que foram cinco dias de operação.”
Mesmo estando dentro da média, o tenente afirma que os números devem ser considerados preocupantes porque refletem a imprudência dos motoristas nas estradas.
Segundo ele, os fatores campeões de acidentes continuam sendo o desrespeito aos limites de velocidade e ultrapassagem indevida. “Na pressa de chegar ao destino o motorista acaba sendo imprudente, tendo uma conduta precipitada e afoita e não defensiva.”
Santos admite que algumas estradas da região apresentam infra-estrutura precária, entretanto, segundo ele, a maior parte dos acidentes é motivada pela falta de cautela do próprio condutor. “Se a pista tem deficiência, o homem que manipula a máquina tem que ajustar o comportamento dele.”
Além das dez mortes, o 2.º Batalhão de Polícia Rodoviária registrou durante o feriado prolongado 37 vítimas graves e 139 vítimas leves, num total de 243 acidentes.
Infrações
Segundo o tenente, o policiamento neste ano foi mais rigoroso, o que resultou no crescimento de cerca de 10% das autuações. Um dado que chama a atenção da polícia em relação ao comparativo 2002/2003, de acordo com Santos, é o aumento de 117,14% do número de veículos apreendidos e 95% de CNHs apreendidas. O tenente acredita que faltou por parte dos motoristas cautela em providenciar os detalhes preliminares e planejar a viagem. “Isso representa um descaso, um desleixo do motorista em estar atento ao seu documento e estado de conservação do veículo”, avalia.
Tráfego e chuva
Em comparação ao ano passado, o tenente ressalta que a Polícia Rodoviária observou um volume de tráfego acima da média, especialmente na noite de quinta-feira e anteontem, no retorno para casa. De acordo com Santos, apesar dos transtornos enfrentados pelos motoristas, o tráfego intenso favoreceu a não ocorrência de acidentes graves. “O condutor não tem espaço para desenvolver grande velocidade então ele fica um pouco preso no trânsito. É prejudicial a ele e a viagem dele, mas tem o aspecto positivo de não deixar ocorrer acidentes graves.”
Já a chuva registrada nos primeiros dias da operação, segundo Santos, contribuiu para o aumento de 66,67% dos acidentes sem vítimas. “A chuva é um fator adverso que contribui para o acidente, normalmente sem grandes proporções.”
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Região
Em São Manuel, um atropelamento registrado no domingo, às 16h, no quilômetro 275 da rodovia Marechal Rondon provocou a morte de Euclides Cliveli, 60 anos.
Na segunda-feira, por volta das 21h, no quilômetro 474 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Oriente, uma colisão frontal causou a morte de Satoku Shimabukuro Miasato, 56 anos.
Dos dez acidentes com vítimas fatais apontados pela polícia, cinco ocorreram na rodovia Marechal Rondon, que concentra o maior fluxo de veículos na área do 2.ª Batalhão de Polícia Rodoviária.
Na região da 1.ª Companhia, que abrange as cidades de Bauru, Lins, Jaú e Lençóis Paulista, a polícia não registrou nenhum acidente com morte.