Existia uma cidade que tinha o nome de “Buracolândia”. No burburinho da praça que tinha o nome de “serpentário”, os assuntos do dia eram o pedido de cassação de quatro vereadores e o intrigante sumiço de 75 toneladas de carne da merenda escolar.
No tocante aos vereadores, a história era mais ou menos assim: o primeiro esquecia de tudo, menos de receber. Até hoje os especialistas não descobriram que doença era essa. O segundo era autor de uma célebre frase que dizia “se não tivesse dindin, nem adianta vim”. Tal filosofia foi gravada verbalmente e virou tema de samba-enredo. O terceiro falou junto com o quarto que todos eram corruptos na Câmara Municipal. Exceto dois, que por incrível que pareça não eram eles.
Quanto ao sumiço da carne, a coisa ficava cada vez mais feia. Várias teses surgiram e a mais comentada era a de que o prefeito era vegetariano e queria democratizar o seu gosto. E pra colaborar com o FomeZzero, sumiu com a carne e deixou a criançada sem o alimento. Ou seja, a versão contrária do programa. Outra tese dizia que a administração municipal de “Buracolândia” aderiu a onda malhativa que existe no País e sumiu com a carne para não causar obesidade e nem aumentar o colesterol dos estudantes.
E mais denúncias foram surgindo e o jornaleiro que vendia exemplares cantava na praça: “Aonde a vaca vai, o prefeito vai atrás”! E o mais impressionante é que era unânime a idéia de que a carne ou vaca tinha ido pro brejo.
PS - Se tudo isto tivesse acontecido há quatro, já teria dado cadeia, pena de morte, fogueira santa, linchamento e outros mais. E lá vamos nós com a “turma do bem” mui chegada em churrasco, mas sem chimarrão. (Pedro Valentim)