Bagdá - Os EUA anunciaram ontem a captura do general Zuhayr al Naqib, que comandava a inteligência militar durante o regime de Saddam Hussein. Ele é o número 21 da lista dos 55 iraquianos mais procurados pelos EUA.
O general teria se rendido em Bagdá. Também foi anunciada a prisão, na capital iraquiana, de Salim Sa’id Khalaf al Jumayli, ex-chefe do Serviço de Inteligência Iraquiana nos EUA. Ele, no entanto, não está entre os mais procurados.
O general reformado americano Jay Garner, designado pelos EUA para liderar uma administração civil interina no Iraque, disse que a situação do país está melhorando a um ritmo mais rápido do que o previsto, mas se recusou novamente a dar prazos e admitiu que a segurança continua sendo um problema.
Enquanto isso, os iraquianos que se autoproclamaram administradores de Bagdá anunciaram que usarão os fundos do governo do Iraque para pagar o salário de todos os funcionários públicos - com um aumento de 1.000%. O reajuste foi anunciado pelo líder do suposto governo, o ex-exilado iraquiano Mohammed Mohsen al Zubaidi.
O grupo afirma que o Exército americano reconhece sua autoridade. Os EUA, porém, afirmam que desconhecem a iniciativa. Dezenas de manifestantes bloquearam ontem marines americanos que tentavam cruzar a principal ponte sobre o rio Tigre na cidade de Kut, no Centro-Sul do país. Eles protestavam contra a detenção de dois iraquianos.
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Soldados pegam 'souvenires'
Vários funcionários de empresas de comunicação e um soldado foram flagrados tentando entrar nos EUA com pinturas, armas e outros “suvenires de guerra”.
Pelo menos 15 pinturas, armas banhadas a ouro, facas ornamentais e outras “lembrancinhas” foram apreendidas em aeroportos em Washington, Boston e Londres na última semana, segundo a Agência de Alfândegas e Proteção de Fronteiras dos EUA.
“Essas apreensões devem servir de aviso a qualquer um que queira tomar vantagem do Iraque recém-libertado”, disse o comissário Robert Bonner. O único caso divulgado pelo governo americano é o do engenheiro Benjamin Johnson, 27 anos, que estava no Iraque como funcionário da TV Fox News.
Ele foi indiciado e perdeu o emprego. Johnson é acusado de tentar entrar no país com 12 pinturas onde aparecem o ex-presidente Saddam Hussein e seu filho Uday. Ele diz ter ganhado os quadros.