Bairros

PM orienta crianças sobre o uso correto de bicicletas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

A fim de orientar os futuros motoristas e atuais ciclistas, a Polícia Militar (PM) promove nas escolas de ensino fundamental do município o Programa de Educação no Trânsito. Por ano, cerca de 600 crianças de 9 a 10 anos recebem lições sobre segurança, inclusive referentes ao uso de bicicletas. Palestras também são ministradas em locais de trabalho com o mesmo objetivo, de acordo com o comandante do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar (PM) de Bauru, tenente Jorge Luís Dias.

A iniciativa é aprovada pelo motorista Abimael Pires Correia, que já atropelou um ciclista em São Paulo. Na época, ele não enxergou a bicicleta. Por sorte, o condutor não sofreu ferimentos sérios.

“Acredito que o maior problema é a falta de orientação. O ciclista não passa por cursos de formação e não adquire conscientização. Falta conhecimento. Para os motoristas, eles aparecem do nada porque muitas vezes nossos retrovisores não são capazes de identificá-los. Depois do trauma, fiquei muito mais alerta”, confessa.

Já o motorista Adriano da Silva Melo, que nunca envolveu-se em acidente, diz que aprendeu a respeitar o ciclista porque já foi motociclista. “Reduzo a velocidade porque já passei apuros com motoristas de carro e aprendi”, comenta.

Menos cuidadosa é a ciclista Leonéia Pompeo, que reconhece a displicência. Ela foi vítima de três acidentes, sendo o último na quinta-feira passada, quando sofreu uma queda porque sua bicicleta estava sem freio.

“Rasguei todo o tênis e ainda machuquei a perna. Não abro mão da bicicleta porque é meu veículo de transporte. Vou trabalhar com ela todos os dias e consigo economizar tempo. Respeito os sinais de trânsito quando estou em avenidas e ruas movimentadas, mas nas outras chego até a andar na contramão. Mesmo assim, nunca fui advertida por causa disso”, confessa.

Ela tem em casa o capacete, entretanto diz que não usa sob a alegação de que não se habitua com ele. Já a colega Ivonete Marcondes não dispõe dos equipamentos de segurança e aponta os custos como razão. “Não tenho condições de comprar, mas respeito as sinalizações de trânsito rigorosamente”, garante.

Segundo a Polícia Militar, a média de preços de um capacete é de R$ 50,00. Já com R$ 13,00 é possível adquirir todos os equipamentos exigidos para a bicicleta.

Apesar dos cuidados, Ivonete ficou quatro dias internadas e colocou platina no braço após sofrer uma queda de bicicleta. Num dia chuvoso, ela não percebeu um buraco e entrou dentro dele sofrendo ferimentos considerados graves. Apesar dos transtornos, a ciclista não engrossou a lista de vítimas fatais, que já chegam a seis na cidade neste ano, sendo que a metade envolvendo condutores de bicicleta.

No ano passado outros oito ciclistas morreram enquanto em 2001, uma pessoa morreu.

Além da vítima fatal de anteontem, no início desse mês, uma mulher aparentando embriaguez chocou-se contra um caminhão estacionado e morreu. Quinze dias antes, um outro condutor de bicicleta perdeu a vida após ser atingido por um caminhão.

Porém, para Luiz Guerra, que encaminhou um e-mail ao JC comentando sobre o acidente, a quantidade de vítimas pode subir no decorrer do ano. Segundo ele, no Jardim Progresso e adjacências, onde o acidente falta foi registrado anteontem, as pessoas não olham para atravessar, colocando em risco a conduta dos motoristas, que estão sujeitos à prisão e traumas por displicência de pedestres.

• Serviço

Palestras sobre orientações no trânsito podem ser requeridas à PM através do telefone (14)232-7950.

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