Economia & Negócios

Apostadores sonham com os R$ 30 milhões da Mega-Sena

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 2 min

Os tempos bicudos e a nona semana de acúmulo do prêmio da Mega-Sena está motivando o apostador bauruense, que tem até hoje para fazer sua “fezinha” e torcer para faturar R$ 30 milhões.

A loteria já chegou a pagar R$ 65 milhões, mas como a crise atingiu todo mundo, as apostas crescem a cada sorteio, explica Eloiza Lippe, gerente de uma casa lotérica na Zona Sul da cidade. “Todos estão sonhando com esse dinheiro.”

Ela comenta que na lotérica em que trabalha, a Mega-Sena já contemplou dois clientes e um bolão. O último prêmio foi no dia 7 de dezembro, quando um apostador acertou a Quina e ganhou R$ 14 mil. “Espero que alguém repita logo os bons resultados”, torce.

A operadora de caixa Joyce Carvalho, que trabalha em uma lotérica localizada em um supercenter, conta que ontem o movimento foi intenso o dia todo, mas hoje as apostas devem triplicar. “É sempre assim, o último dia é o mais procurado”.

Precavida, ela e os amigos do trabalho já fizeram na última quinta-feira um bolão de quatro jogos com sete números cada. Como trabalham com a sorte, esperam que ela esteja a favor.

Quase lá

Há duas semanas, quando o prêmio ainda estava em R$ 15 milhões, a jornalista Gabriela Dias Besson esteve muito perto de se tornar milionária. Dos seis números, ficou por um em cinco deles. “Ou era um acima ou um abaixo”.

A proximidade de acerto lhe deu estímulo para jogar novamente. “Fiz uma cartela com três jogos. Brinco com a idade do pai, da mãe, irmã e namorado.”

Estimulada pelo pai, que sempre joga, Gabriela só faz apostas eventualmente quando o prêmio acumula. “Depois do susto de duas semanas atrás, o sonho parece não estar tão distante”, revela.

Um sonho motivou o perito em seguros Paulo Roberto Fernandes a apostar e acertar três das seis dezenas sorteadas. As outras três foram de raspão, também por um número. Ele tinha ido jantar em um restaurante e teve a impressão de já ter vivido a cena. “Na verdade eu estava reproduzindo o sonho, onde tinha ido ao restaurante, jogado na loteria e ficado rico”, conta.

“Não tenho critério para apostar, penso nos números na hora e jogo. Às vezes pego um documento e combino os números que acho estranhos”, revela o apostador que fez três jogos na quinta-feira e, ontem, sua esposa fez mais um.

Fernandes tem 36 anos e joga habitualmente desde os 19 anos. Nunca ganhou nada, mas jamais perdeu a esperança.

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