Geral

Beira-Mar pode voltar para São Paulo

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que está preso em Maceió (Alagoas), ficará sob a custódia da Polícia Federal (PF) e poderá ser transferido novamente para o Estado de São Paulo até a construção de um presídio federal no País. A informação é do diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, que esteve ontem em Bauru para a inauguração do novo prédio da PF na cidade.

Lacerda disse que existem outros Estados que podem receber Beira-Mar. “Por deliberação do governo federal, após acerto com o governo do Rio de Janeiro, ficou definido que ele (Beira-Mar) ficará sob a custódia da Polícia Federal. Mas pode ser transferido para qualquer Estado em que a PF tenha a estrutura necessária - segurança eletrônica e efetivo - para recebê-lo. O Estado de São Paulo é um deles”, explica.

Se vier para São Paulo, Beira-Mar deve ficar na Carceragem da PF na Capital. Lacerda frisa que o traficante deveria cumprir pena em presídio federal. “O governo federal autorizou a construção de cinco presídios federais. Beira-Mar deve ficar sob custódia da PF enquanto o presídio não fica pronto”, ressalta.

Francisco Baltazar da Silva, superintendente da PF no Estado de São Paulo, que também veio a Bauru para a inauguração do prédio, afirma que o retorno de Beira-Mar ao Estado ainda não está definido. “Como o Brasil é um país federativo, todos os Estados podem recebê-lo. Entre ser entregue aos Estados Unidos e vir para São Paulo, é melhor que ele venha para São Paulo”, enfatiza.

Para Silva, o combate ao crime organizado exige a unificação das forças policiais. “O custo de prender um traficante e um muambeiro é o mesmo. O que precisa é a polícia focar a ação no que está prejudicando mais a sociedade”, opina.

Na região de Bauru, o foco principal da PF é o tráfico de drogas. “Mas não é só Bauru. Todo o Interior do Estado, em função da malha viária e das vastas áreas de canavial, com pistas de pouso, é propício à prática desse crime. Todos os Estados fronteiriços são porta de entrada para a droga. A PF, não só a de São Paulo, trabalha de forma integrada, mas os traficantes mudam a maneira de agir com muita freqüência”, diz.

Comentários

Comentários