Bairros

Menino atacado por cão passa por duas cirurgias

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O garoto João Vitor de Souza Garcia, 6 anos, atacado por um cachorro sem raça definida, na noite de quinta-feira, foi submetido a duas cirurgias reparadoras ontem e passa bem. A expectativa da família é que ele receba alta hospitalar hoje.

O ataque do cão aconteceu próximo à casa da vítima, na rua Thoiti Sawao, quadra 3, Vila Nipônica. De acordo com a mãe do menino, Cláudia Caroline Henrique de Souza, João Vitor brincava em frente à sua casa na companhia de outra criança e de um de seus tios. “Eu deixei ele brincando e fui na casa de um parente, a cerca de 200 metros do local”, conta.

A brincadeira acabou e o menino resolveu ir atrás da mãe, sabendo onde ela estava. “O João Vitor foi atrás de mim e no caminho encontrou o cachorro”, diz. O cão atacou o menino, que ainda escondeu-se embaixo de um caminhão que estava estacionado na rua.

Uma vizinha do dono do cão socorreu o menino e acionou os pais. O garoto foi encaminhado para o hospital onde, segundo a mãe, ele foi submetido a duas cirurgias reparadoras: uma na orelha direita - ele perdeu uma pequena parte da orelha - e outra no saco escrotal. Na cabeça foi necessário fazer uma sutura, porque o corte foi grande. O menino sofreu escoriações por todo o corpo, especialmente nas nádegas. “Mas eu não acredito em seqüelas”, diz a mãe.

Ela afirma que seu filho é a terceira pessoa atacada pelo cachorro. “Ele não fugiu da casa. O dono estava num bar próximo e deixou o cachorro na rua”, afirma a mãe. A bisavó do menino, Joana Maria da Cruz, engrossa o coro de que o dono não mantém o cão preso. “O cachorro está sempre solto. O meu bisneto não entrou na casa do cão e nem mexeu com ele. Este cachorro já mordeu três pessoas”, afirma.

Os ferimentos sofridos por João Vitor estão sob controle, mas ele deve demorar para superar o trauma, ressalta a mãe. “Ele está muito assustado. Acordou a noite toda chorando e pedindo para afastar o cachorro dele”, relata.

O dono do cão, Feliciano Sebastião da Silva, 49 anos, não quis falar sobre o ataque com o JC. Sua filha, Cleidimar Terezinha da Silva, contou que foi ela quem socorreu João Vitor. “O cachorro estava na rua e atacou o menino. Eu não vi o ataque. Só socorri. Eu peguei o garoto e dei um banho nele porque ele estava ensangüentado. Procurei a mãe e juntas fomos para o hospital”, conta.

Cleidimar considera o ataque um acidente. “O cão atacou e nós estamos dando todo tipo de assistência. Corremos com o menino para o hospital e se tiver que indenizar a família, vamos ter que assumir o compromisso”, sustenta. Ela estranha a reação do cachorro. “Ele é dócil, vive em casa com outras crianças, nunca atacou uma pessoa”, afirma.

Moradores da quadra 3 da rua Thoiti Sawao, no entanto, atestam que o cachorro que atacou João Vítor sempre está solto na rua.

Segundo um deles, que preferiu não se indentificar, o cão é feroz e já atacou outras pessoas. “Uma outra criança foi atacada por esse mesmo cão. Na casa tem mais um cachorro. Quando eles inventam de brigar na rua é preciso apartar”, relata.

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