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Banda também é opção de mudança

Roberta Mathias
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Criada há apenas seis meses, a Banda Municipal de Bauru já mostra seus frutos. Sob a regência de Roberto Vergílio Soares, a banda nasceu da iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e da participação da comunidade.

No ano passado, crianças e adolescentes de escolas públicas de Bauru, com idades entre 12 e 17 anos, participaram de um curso de iniciação musical. “Mais de 130 alunos se inscreveram e participaram do curso de três meses. Depois selecionamos os 50 alunos da Banda”, explica Roberto. A Banda Municipal ensaia diariamente nas dependências do Lar Escola Rafael Maurício.

“Eu não ligava para estudar, para cultura. Agora que estou na Banda, sou apaixonada por música, pelo meu instrumento”, comenta Jésica Maiara Custódio, 13 anos, que toca flauta transversal. Para ela, estudar tornou-se gostoso.

Victor Vinícius Simão Silva dos Santos, 14 anos, também toca transversal e diz que até o seu ouvido mudou. “Gosto de outras coisas agora. O maestro não é rígido, é exigente e sabe ensinar”, avalia o garoto.

Os alunos da Banda Municipal recebem uma bolsa mensal de R$ 100,00 para estudar música diariamente. “Acho que a bolsa é um bom incentivo, mas a gente se apaixona mesmo é pela música”, explica Isabel Cristina de Oliveira Christinelli, 16 anos.

Emoção de verdade

Um dia especial na vida dos jovens músicos é quando conseguem tirar as primeiras notas. “É difícil na embocadura”, comenta Mayara Braitte, 16 anos, que toca bombardino. “É um instrumento masculino, mas é para vencer os preconceitos”, brinca a garota. Ela lembra da dificuldade em tirar suas primeiras notas, do peso do instrumento.

A Paula Regina Goes França, 13 anos, toca flauta transversal e apaixonou-se pela música. “Quando eu consegui tirar a minha primeira nota, parecia que tinha acontecido uma coisa esplêndida. É maravilhoso!”, lembra a garota.

Elaine Casarin Franco, 15 anos, toca clarineta e já tinha contato anterior com o instrumento. “Na banda, aumentou o meu interesse por música clássica e popular. Em casa, a família incentiva. Para mim, tocar é uma terapia”, acrescenta Elaine.

Indivíduos críticos

O maestro Roberto Vergílio Soares comenta que a proposta da Banda não é apenas despertar para a música, mas também estimular os alunos a serem críticos. “Eles assistem filmes, peças teatrais, fazem redações sobre os assuntos. Depois a gente discute em conjunto. Acho importante eles observarem o que passa na televisão para conversarmos depois”, explica Soares.

Das sessões de vídeo, onde já viram “Amadeus”, “Asas da Liberdade” e “Meu pé Esquerdo”, eles começaram a ficar mais críticos. “Hoje, eles comentam sobre programas de TV que não gostam. É uma formação educacional centrada na música”, finaliza o regente.

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