O presidente da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab), Constante Mogioni, afirmou ontem, por telefone, que não ocorrerão novas demissões por conta do acordo de saneamento financeiro firmado com o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A especulação surgiu em função de viagem de Mogioni a Brasília (DF).
Constante Mogioni comentou que o Conselho Curador da Caixa Econômica Federal (CEF) não fez nenhuma exigência em torno de quadro de pessoal para assinar o acordo de renegociação de dívida com a companhia. “O quadro será mantido em torno de 78 funcionários, número atual. A folha com encargos será mantida em cerca de R$ 220 mil por mês”, disse, por telefone.
A entidade que representa os funcionários da Cohab obteve o mesmo compromisso do prefeito Nilson Costa (PPS), em reunião realizada ontem à tarde. O prefeito informou através de sua assessoria de imprensa que não há plano para realizar novos cortes na empresa. “Já foi feita a adequação necessária”, traz a nota.
A companhia reduziu seu quadro de cerca de 150 funcionários para os atuais 78 nos últimos meses. Para Nilson Costa, a empresa está novamente pronta para voltar a construir.
Representantes do Sincohab, sindicato que reúne cooperativas associadas da Cohab, afirmaram ontem que, se houver demissões de funcionários, a empresa ficaria “inviabilizada”. “Ninguém estava esperando demissão agora. Enxugar ainda mais a máquina?”, questiona o vice-presidente do sindicato, Erasmo Zamboni de Aquino Neves, que esteve com o prefeito.
Ele e o diretor financeiro da Sincohab, Aparecido Paulista da Silva, declaram que os funcionários já estão “sobrecarregados de trabalho”. “Hoje, a empresa está trabalhando no seu limite”, diz. Silva também afirmou que o Sincohab repudia “qualquer ato de interferência externa” sobre os rumos da Cohab.