Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Qualidade

As falhas na qualidade do Serviço Móvel Pessoal (SMP) poderão, a partir de setembro, render advertências e multas de até R$ 50 milhões às operadoras de telefonia. A “punição” é conseqüência do regulamento de indicadores de qualidade do serviço publicado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A partir de sua publicação, deverá ser cumprido pelas empresas dentro do prazo de 120 dias.

• Regras

O regulamento estabelece que as empresas deverão apresentar informações mensalmente à Anatel, cumprindo o prazo de dez dias após a coleta dos dados. Ao todo são 12 indicadores de qualidade, que foram divididos pela agência reguladora em quatro grupos. Um deles terá indicadores relativos ao serviço; outro abordará as relações da empresa com o usuário; o terceiro enfocará a emissão de contas e, o último, tratará da interrupção do serviço.

• Metas

De fato, as metas de qualidade foram estabelecidas pela Anatel num plano geral no ano passado, mas na época não havia critérios definidos para a aferição dos resultados. Por isso, as empresas em operação até então (Oi e TIM) não estavam obrigadas a cumprir o plano. Agora formalizado, o regulamento de qualidade do SMP abrangerá cerca de 35 milhões de usuários da telefonia móvel, clientes das novas empresas Oi e TIM e das operadoras que migraram para este serviço, como a Vivo e a ATL, entre outras.

• Anatel

Nessa nova fase que implanta o regulamento, será fundamental que o usuário contribua para a formação das estatísticas, reclamando junto às empresas em caso de problemas no serviço. Além do acompanhamento técnico e das informações prestadas pelas próprias empresas mensalmente, a Anatel exigirá que a metodologia de coleta de dados seja certificada por uma organização credenciada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

• Empregos

A indústria paulista está comemorando os resultados do nível de emprego obtidos em março. O número de postos de trabalho ocupados foi o maior nos últimos oito anos e marcou o terceiro mês consecutivo de recuperação, devido ao crescimento das contratações nos setores exportadores. Segundo dados divulgados pela Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), o índice de emprego subiu 0,56% no mês passado na comparação com fevereiro, com a abertura de 8.504 vagas.

• Recuperação

O ponto positivo pode ser ainda mais ressaltado quando se avalia que desde 1995 a Fiesp não registrava uma recuperação mensal tão expressiva. Para a diretora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Clarice Messer, os números mostram uma recuperação do emprego no setor. Contudo, pondera que qualquer recuperação é gradual. Por trás dos números de março existem fatores sazonais influenciando os resultados, mas que não seriam suficientes para explicar tudo.

• Sazonal

Se o fator sazonalidade fosse excluído, a variação do mês ficaria próxima de 0,2% - ao contrário do índice de 0,56% registrado. Apesar da alta de março, Clarice Messer mantém para o ano a previsão de um cenário “empatado”, no qual a indústria nem recupera nem perde empregos. Nos primeiros três meses de 2003, o indicador de emprego acumula alta de 0,59%, com a criação de 8.938 postos de trabalho. Mas no período de 12 meses o quadro ainda é negativo em 2,85%.

• Exportações

Em janeiro deste ano o setor havia registrado o primeiro aumento do índice de emprego desde abril do ano passado, com elevação mínima de 0,02%. Em fevereiro caiu para 0,01% (positivo). Voltados para o mercado externo, o setor de calçados da região de Franca e o de fiação e tecelagem conseguiram avanços significativos no número de empregos, sendo de 1,82% e 1,36% respectivamente.

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