Polícia

Acusado de estuprar a irmã de 12 anos é detido pela DDM

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Um rapaz de 21 anos foi preso ontem pela manhã sob a acusação de ter estuprado a meio-irmã de 12 anos. Em depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), ele assumiu ter mantido relações sexuais quatro vezes com a menina, mediante ameaças.

Na sexta-feira passada, a delegada adjunta da DDM, Marilda Pinheiro, pediu a prisão temporária de C.F.T. por 30 dias. O juiz corregedor Evandro Kato deferiu o pedido na mesma noite e, ontem, ele foi conduzido à Cadeia Pública de Bauru. Ainda existe suspeita de que as outras duas meio-irmãs dele, de 14 e 15 anos, também tenham sido molestadas. As garotas, o acusado e o pai moravam na mesma casa num bairro da periferia de Bauru.

De acordo com Marilda, o caso começou a ser investigado depois que a menina de 12 anos fugiu de casa. Na ocasião, ela explicou para quem a acolheu que o meio-irmão queria namorá-la e era muito ciumento. O caso foi registrado na DDM no final de março.

Por essa razão, ela e as irmãs foram encaminhadas ao Centro de Valorização da Criança (Cevac), até que as investigações fossem concluídas. “Ele passou a rondar o Cevac e amedrontar as garotas. Uma delas disse que também foi molestada, mas que não chegou a manter relações. Ele nega, apenas confirma com uma delas”, explica a delegada.

Em depoimento inicial antes de ser detido, C.F.T. confirmou que é apaixonado pela irmã. Na época, o pai dos quatro garantiu que iria tomar providências a fim de resolver o problema. Porém, quando soube dos estupros, teria pedido a continuidade das investigações.

“A vítima está reticente em contar detalhes. Agora que ele está preso, talvez fique mais tranqüila para contar quando, como e onde foram realizados os abusos. Elas estão muito assustadas”, explica Marilda.

Enquanto C.F.T. estiver cumprindo prisão temporária, o inquérito policial deve ser encerrado. No entanto, para permanecer detido, a DDM vai requerer sua prisão provisória. Se ele for condenado por estupro ou atentado violento ao pudor na Justiça, pode pegar até dez anos de reclusão, informa a delegada.

O nome das garotas, do acusado e o bairro onde moram foram preservados para que as vítimas não sofram novos constrangimentos.

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