Regional

Grupo pede desativação de cadeia

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - Durante a visita do delegado seccional de polícia Antônio Ângelo Ciocca, ontem, à delegacia de Agudos, um grupo formado por cerca de 20 pessoas da cidade, entre políticos e representantes da sociedade civil, pediu a desativação da cadeia pública local, a partir da inauguração do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, prevista para o mês de maio. O delegado passou o dia na cidade realizando trabalhos de correição.

Durante o encontro com o grupo, o delegado seccional sinalizou favoravelmente à desativação do prédio. “Hoje eu diria que a cadeia de Agudos caminha para ser desativada e talvez Avaí continue funcionando.”

Ciocca explica que mesmo com a inauguração do CDP, uma das cadeias da região da Seccional de Bauru terá que permanecer aberta, segundo Ciocca. “Para os casos de prisão civil, pensão alimentícia e prisões temporárias, na qual os indivíduos ficam à disposição da polícia para investigação. Além disso, o CDP não receberá presos à noite e nos finais de semana. Então, esses presos teriam que ficar numa cadeia até que seja levado no dia seguinte ao CDP.”

Ciocca afirma que atualmente a cidade de Avaí é a candidata mais provável, já que apresentaria melhor infra-estrutura para continuar em funcionamento. Entretanto, segundo ele, ainda é cedo para ratificar a decisão e vários aspectos continuam sendo avaliados, como a localização geográfica estratégica do município, as condições do prédio, o número de funcionários disponíveis, entre outros.

Segundo o vereador, Marco Antônio da Silva (PT), a desativação da Cadeia de Agudos representará um alívio para a população de Agudos. Ele ressalta que, com a liberação do prédio, os policiais civis poderão atuar de forma mais incisiva na segurança da cidade. “Eles poderão cuidar da segurança da comunidade e investigar as ocorrências de Agudos com mais condições e rapidez”

A Cadeia Pública de Agudos tem capacidade para abrigar 30 presos e comportava 48 na noite de ontem. Desde o começo do ano, com a interdição da Cadeia Pública de Lençóis Paulista, o prédio vem recebendo os infratores das duas cidades.

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