Recado a Bauru A entrevista veiculada ontem pelo JC com o reitor da Unesp, José Carlos Trindade, pode ser interpretada como um autêntico recado ao câmpus e à cidade. Qual seja: Bauru está fora de cogitações para ser sede da reitoria da Unesp. Só que o mapa com a distribuição dos câmpus, também publicado ontem, desmonta os argumentos do reitor sobre a centralização geográfica.
Novidade A novidade na sessão de segunda-feira é o retorno da vereadora Catarina Carvalho (PFL) ao plenário, após mais de dois anos de ausência. Ela assumirá a vaga de Osvaldo Paquito (PPS), cujo mandato parlamentar foi cassado. Majô Jandreice (PC do B), até então única representante do sexo feminino, vai ganhar uma companheira.
Expectativa Mas na terça-feira os corredores do Legislativo vão começar a esquentar. A partir das 9h, o plenário começará a analisar o pedido de cassação do mandato do vereador José Humberto Santana (sem partido). Em relação ao número de páginas, o processo de Santana é menor que o de Paquito, um calhamaço de 767 folhas. Os vereadores vão ter de ler 227 páginas. A sessão deverá ser curta e cercada de grande expectativa.
Renúncia Também já se especula que Santana poderia renunciar ao mandato antes do início da sessão. Sua situação, a exemplo do que ocorreu com Paquito, é complicada. Comenta-se que as chances de Santana escapar da cassação são remotas. Na sessão de terça passada, o parlamentar sentiu-se mal e teve que se ausentar do plenário.
Oportunismo Na última terça-feira, o vereador Paquito teve dois colegas a seu favor até o momento da votação. Como não conseguiu o número de sete votos para livrar-se da cassação, Paquito liberou os dois para votar pelo sim e ficar com bom conceito perante a opinião pública, num lance de puro oportunismo. Político que não assume claramente o que pensa, tem vida curta.
Definições Também na próxima semana, as Comissões Processantes instaladas para Walter Costa (PPS) e Roberto Bueno (PTB) devem anunciar o teor dos relatórios conclusivos das investigações, que apontarão para novos pedidos de cassações ou para o arquivamento das denúncias. Sem dúvida, será uma semana decisiva para o Poder Legislativo. A população e os movimentos que brotam dela certamente estarão de olhos bem abertos.
Fio da meada Antentem, já era bastante comentada na Câmara a possibilidade de o prefeito Nilson Costa deixar o PPS rumo ao PTB. A alteração de legenda não seria só um gesto de descontentamento de Nilson com seu partido. Até porque, o descontentamento também é recíproco entre alguns colegas de legenda.
Golpe de mestre A mudança é vista nos bastidores como uma movimentação estratégica do chefe do Executivo se antecipando a uma tormenta política sobre sua cadeira com a CEI da Carne. Nilson estaria vendo em uma possível nova filiação uma forma de buscar apoios com grupos capazes de o ajudar em um eventual processo de cassação. Enfim, seria a chance de refazer o deteriorado quadro de apoios que dispõe hoje não só no Legislativo como no espectro político mais amplo.