Dia das Mães
O comércio de Bauru está se preparando para o Dia das Mães. Cada lojista e cada empresa dos mais diversos segmentos buscam estratégias específicas para atrair o consumidor. Fazendo parte de suas iniciativas visando a data, amanhã a rede de supermercados Confiança promove um desfile de lingeries na loja da avenida Getúlio Vargas (Confiança Max). O evento será realizado em três etapas: às 11h, 15h e 18h. Serão apresentadas as peças da nova coleção outono-inverno da Valfrance.
Otimismo
Lojistas instalados na região central, Calçadão da Batista de Carvalho e Bauru Shopping afirmam estar otimistas em relação ao Dia das Mães. Muitos deles acreditam ser possível superar os resultados das vendas efetuadas no mesmo período do ano passado. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, também tem esbanjado otimismo quando se fala nas comemorações do segundo domingo de maio.
Novo salário
O Dia das Mães é considerado a segunda melhor data comemorativa para o comércio, perdendo apenas para o Natal. Um dos fatores que tem deixado vários comerciantes animados é que neste mês - até o quinto dia útil, na maioria dos casos - os trabalhadores assalariados já receberão novo salário mínimo, que passa de R$ 200,00 para R$ 240,00. Apesar de não ser uma grande quantia, para quem vive deste salário 20% a mais faz diferença.
Frio
Os lojistas esperam que muitos decidam aproveitar o aumento do salário mínimo para comprar um presente “melhor” para o Dia das Mães. Quem trabalha com confecções torce pela queda das temperaturas. Isso porque as lojas estão comercializando peças da coleção outono-inverno e o calor dos últimos dias não tem encorajado as pessoas a comprar roupas de frio. Mesmo assim, o “clima” é de otimismo entre os comerciantes do setor.
Trabalho
Ontem foi comemorado o Dia do Trabalho, mas infelizmente, a maioria dos trabalhadores brasileiros ainda espera muitas coisas mudarem para que possam realmente se alegrar. Segundo perfil médio traçado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a metade dos trabalhadores cumpre jornada semanal de 40 a 48 horas, 54,2% dos empregados têm carteira assinada, só 28,9% completaram o ensino médio e o rendimento médio real encolheu 10,1% desde 1996.
Boas notícias
Entre as boas notícias apontadas pelo levantamento do IBGE está é a redução do trabalho infantil. O percentual da população de 10 a 14 anos trabalhando caiu de 20,4% em 1992 para 11,6% em 2001. Na faixa de 15 a 17 anos, houve queda de 47% para 31,5%. Outro destaque foi a valorização do trabalho feminino. O rendimento médio das mulheres passou do equivalente a 60% para 70% do que os homens recebem.
Retração
Entre as más notícias, uma das piores é o encolhimento do mercado de trabalho. Entre 1992 e 1995, o índice de ocupação era superior a 57% da população total, contra os cerca de 55% mantidos nos anos seguintes. Em 2001, a taxa estava em 54,8%. Para analistas do instituto, a retração do mercado de trabalho reflete fatores conjunturais da última década - como políticas públicas, crises econômicas e avanços tecnológicos - que provocaram ajustes na força de trabalho.