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Editorial

Da Redação
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O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) afirmou que o governo vai fazer uma reforma trabalhista e sindical ao comentar sobre a greve dos funcionários da General Motors de São José dos Campos - que durante oito dias deixou um total de 10.500 trabalhadores parados.

“Nosso governo vai abrir um amplo debate de reforma sobre a estrutura sindical, que hoje é dependente do Estado. Precisamos modernizar essa estrutura para que haja um sindicato livre’’, disse Mercadante.

Sobre a mediação do secretário de Relações do Trabalho, Osvaldo Martinês Bargas, na discussão entre sindicato e GM, o senador disse que esse não é um problema do governo.

“O governo não vai intervir nesse processo. Tudo que o governo puder fazer para contribuir para a negociação ele vai fazer, mas esse é um conflito próprio da relação capital-trabalho, e o governo não vai interferir’’, afirmou o senador.

Mesmo sem chegar a um acordo salarial com representantes do Sinfavea (sindicato das montadoras), os metalúrgicos da GM e de sua subsidiária, a GM Powertrain, decidiram suspender a greve na unidade e retornar ao trabalho hoje,

O sindicato retirou da pauta de reivindicações a exigência de gatilho salarial de 3% e propôs à empresa pagamento de abono de R$ 900,00 em uma parcela única, além da incorporação de 10,39% de reajuste em novembro (data-base da categoria).

A GM mantém a proposta negociada entre o Sinfavea e a Federação dos Metalúrgicos da CUT, que prevê o pagamento de abono de R$ 900,00 em duas parcelas.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas também vai buscar acordos por empresa com representantes da Honda e da Toyota, localizadas na região. A pauta de reivindicações é a mesma dos operários de São José.

Com o fim da greve em São José, que durou oito dias, a fábrica da GM em Gravataí (RS) retoma sua produção -1.300 Celta deixaram de ser produzidos.

O vice-presidente da montadora, José Carlos Pinheiro Neto, afirmou que os prejuízos totais em razão da greve ocorrida em São Paulo chegam a US$ 30 milhões. No Rio Grande do Sul, a GM concedeu folga para seus 3.500 funcionários.

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