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Jiu jitsu: Bauruense ganha medalhas no Pan e garante vaga no Mundial

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

O lutador bauruense Renato Zambonaro Gonçalves, 23 anos, conquistou no último dia 26 de abril duas medalhas, uma de ouro e uma de bronze, no 9.º Panamericano de jiu jitsu, realizado em Santa Bárbara, na Califórnia (EUA). Zambonaro disse que a medalha de bronze teve maior importância do que a de ouro. “Graças à medalha de bronze eu consegui conquistar a minha vaga para o mundial, em julho.”

O começo da carreira foi em 1997, quando fazia musculação numa academia de Bauru, por se achar “magro” (hoje pesa 104 kg e mede 1,85). “Eu sempre gostei de assistir lutas na televisão, e vendo um amigo meu lutar, me interessei e não parei mais”, conta Renato.

O sucesso em competições foi alcançado rapidamente pelo lutador, que com três meses apenas de luta conquistou em Pirajuí um campeonato na categoria pesadíssimo, faixa branca.

A partir daí não parou mais de vencer, sempre na mesma categoria pesadíssimo, acima de 95 kg. Hoje o lutador é faixa roxa, com mais de 15 títulos ao longo da sua carreira, incluindo seis Regionais e um Campeonato Brasileiro, disputado em Ribeirão Preto.

Panamericano

O sucesso conquistado no Panamericano, nos EUA, não veio por acaso. Com um planejamento realizado bem antes da competição, após o convite, em janeiro, da Confederação Brasileira de Jiu jitsu, que tem no comando a família Gracie, precursora desse tipo de luta no Brasil.

O lutador, juntamente com a equipe Ricardo Pereira e o preparador físico Alex, se preparou e travou uma luta diária, durante quatro meses, para no final coroar esse trabalho com as duas medalhas e a vaga assegurada para o mundial que vai ser disputado em julho, na cidade do Rio de Janeiro.

Com exercícios físicos de musculação logo cedo e treinamentos táticos no período da tarde, com simulações de golpes e raspagens que foram utilizados na competição, o lutador não saiu da dieta um só dia: “Eu comia macarrão sem molho e sal todos os dias e as vezes um filé de frango.”

Zambonaro conta que o sacrifício foi tão grande que no dia do seu aniversário, 9 de fevereiro, seus familiares e amigos compraram um bolo e salgados, e ele teve que ficar com seu “inseparável macarrão e água, enquanto eles comiam e bebiam”, brinca o lutador.

No último dia de treinos em Bauru, antes do embarque para a disputa do Pan, o lutador chegou a passar mal, logo após treinamentos. “Eu tive febre, tontura, mas valeu o sacrifício”, conta Renato.

Acompanhado da sua equipe e do Mestre Otávio de Almeida, dono da academia em São Paulo onde também treina, Renato Zambonaro chegou em Santa Bárbara nas vésperas da competição, que foi realizada em uma universidade da cidade.

A competição contou com lutadores de vários países. Na chave em que Zambonaro estava havia 45 atletas, todos na categoria pesadíssima faixa roxa. As lutas eram eliminatórias, com tempo marcado de sete minutos exatos.

O lutador ganhou três lutas, todas com menos de dois minutos, sobre atletas americanos que eram favoritos na competição. Na semi-final, o lutador acabou sendo derrotado por pontos, após os sete minutos do tempo máximo. “Os juízes deram a vitória por dois a zero para meu adversário. Eu tomei uma raspagem (golpe importante na contagem de pontos)”, relata Renato.

Mas a medalha de bronze conquistada no Pan, como ele mesmo diz, foi muito mais importante do que a de ouro.

Renato disputou também a competição por equipes, em que representou o País na sua categoria pesadíssimo faixa roxa. “A conquista da medalha de ouro foi legal, mas foi uma luta apenas, já o terceiro lugar me deu o direito de disputar o Mundial, que vai ser realizado em julho, no Brasil. Eu fiquei tão feliz com a medalha de bronze, que eu dormi com ela no meu pescoço”, finaliza Renato.

Os planos do lutador agora são a disputa de um torneio no final de maio e a preparação para o Mundial de julho. O lutador não cansa de agradecer o apoio das empresas International Paper e Chamex Papelco, que o ajudaram com as despesas nos treinamentos e na viagem, e a sua amiga Lígia, que o auxiliou em todos os momentos durante a preparação para sua brilhante participação no 9.º Panamericano de jiu-jitsu.

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