Bairros

Município é considerado grande

Thaís da Silveira
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Na opinião da titular da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), Maria Helena Rigitano, o tamanho da cidade está relacionado à falta de conhecimento por parte de seus moradores.

“Se você for numa cidadezinha como Piratininga, as pessoas conhecem tudo porque circulam e não têm muito como fugir”, avalia Maria Helena.

A migração dos centros comerciais da região central para os bairros é, na opinião da titular da Seplan, outro fator que faz com que as pessoas precisem cada vez menos sair dos bairros em que moram. Muitos já têm supermercados, bancos e correios, criando autonomia.

“Os centros comerciais de bairro atendem à demanda principal, que é a do dia-a-dia. As pessoas não precisam ir ao Centro para qualquer outra coisa. Isso, de certa forma, é interessante”, expõe a secretária.

Ela observa que rotineiramente muitas pessoas deslocam-se principalmente de casa para o local de trabalho, o que dificulta o conhecimento de novos bairros. “Se ela não trabalha numa área que cruza determinados setores da cidade, ela acaba não conhecendo mesmo”, afirma.

Maria Helena enfatiza que as pessoas vão para locais pelos quais têm interesse e que dificilmente circulam na cidade sem objetivo definido.

“Por conta da minha profissão, eu acabo conhecendo a cidade inteira. Mas meus amigos, por exemplo, não conhecem além do local em que moram, trabalham e têm o círculo de amizade. Isso é muito comum”, diz.

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