O recape asfáltico da avenida Nações Unidas, iniciado no mês passado, no lançamento do Projeto Cidade Bonita, deve terminar no próximo mês. Apesar do serviço ser de rápida execução - poderia ser feito em 15 dias -, foi dividido em três etapas porque é de alto custo, explica o secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte. “É um serviço caro e por isso não podemos fazer tudo de uma vez”, diz.
Na pista Geisel/Centro, o recape está pronto entre o Bauru Shopping e a avenida Rodrigues Alves. Já na pista Centro/Geisel, a avenida está com capa asfáltica nova entre o Bauru Shopping e a avenida Duque de Caxias. “Em julho vamos completar o recape das duas pistas até a rua Marcondes Salgado”, afirma Duarte.
O recape desse trecho da Nações, de alças de conversão e da rua Eduardo Vergueiro de Lorena custará cerca de R$ 600 mil, segundo o secretário de Obras. “Por isso estamos distribuindo o serviço em três meses”, frisa.
Os trechos da Nações Unidas entre o Bauru Shopping e o Núcleo Geisel e entre a rua Marcondes Salgado e o Terminal Rodoviário não passarão por manutenção agora porque foram recapeados nos últimos dois anos, de acordo com Duarte. “Onde foi recapeado há um ou dois anos a capa asfáltica ainda está boa e não vamos mexer”, diz.
Emerson Constantino Giansante Vieira, gerente de vendas de um estacionamento de veículos da Nações Unidas, aprova o recape feito, mas acha que precisa ser estendido até a rodoviária e à rua Rodrigo Romero. “Pela espessura do asfalto, desta vez está sendo bem feito. Mas a rua Rodrigo Romero está só buracos e também precisa de recape”, diz.
Paulo Roberto Arcolin Filho, gerente de um posto de gasolina da Nações, também acha que o recape está sendo bem feito. “Desta vez o recape está sendo completo, não só de trechos esburacados, e estão fazendo escoamentos de água, para evitar infiltrações. Isso já deveria ter sido feito antes. Eu mesmo já cheguei a tapar buraco em frente ao posto com cimento porque todos os carros caíam”, conta.
O secretário de Obras explica que na Nações Unidas está sendo colocada capa asfáltica de quatro centímetros de espessura, um a mais que nas demais vias. “Mas o que conta para a resistência do asfalto não é a espessura da capa, mas sim as condições da base e da semi-base, que estão perfeitas. A espessura da capa asfáltica está ligada à durabilidade, ao desgaste do asfalto”, explica.
Apesar da capa asfáltica nova, a Nações Unidas não está totalmente livre de ganhar buracos com as chuvas de final de ano. “O sistema de drenagem de água da chuva é ineficiente e se surgirem erosões na margem da pista pode levar a capa asfáltica. Ainda temos uma certa vulnerabilidade, principalmente no trecho acima da Duque”, reconhece Duarte.
Além da Nações, está previsto o recape do entorno da Praça Portugal e de trechos de vias em vários pontos da cidade, como as ruas Júlio Maringoni, Agenor Meira, Padre Nóbrega e Carlos Marques nos próximos meses, segundo Duarte.
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Velocidade
Com asfalto novo, a tendência dos motoristas é transitar em maior velocidade. O tenente Jorge Luís Dias, comandante da Base de Trânsito da Polícia Militar, chama a atenção para o risco de acidentes. “O motorista tem que respeitar os limites de velocidade. Quanto maior a velocidade, mais grave é a vítima”, frisa.
Ele lembra que na Nações Unidas existem lombada e radar fixo para medir a velocidade. “Se houver exageros podemos também usar o radar móvel”, completa.