Política

Para Bom Bife, preço dado em concorrência foi normal

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 1 min

O proprietário da empresa Bom Bife Comercial de Carnes de Bauru, Laurindo Morais de Oliveira, discordou, ontem, da reportagem que destacou seu depoimento à Comissão Especial de Inquérito (CEI) instalada pela Câmara Municipal de Bauru para apurar possíveis irregularidades na compra de merenda escolar pela Prefeitura.

Segundo Laurindo, a participação em licitações públicas é formada por procedimentos normais e regulares. “Aquilo que é um procedimento normal em quase todas as licitações, pois se insere dentro de uma atividade comercial, foi colocado na matéria como se fosse algo ilegal, uma maracutaia”, cita.

A matéria apontou que o empresário, em seu depoimento à CEI, afirmou que participou de licitação realizada no ano de 2001, com preço elevado. A Bom Bife venceu a concorrência. Não houve o oferecimento de outras propostas para os gêneros homologados à empresa no mesmo certame licitatório.

Laurindo comenta que a atividade comercial visa lucro e que, por isto, é natural o oferecimento de preços com as margens previstas em negociações do mercado. “O que eu fiz é um procedimento habitual de qualquer participante. Como eu tinha muitas entregas para fazer naquele período, decidi participar por participar. Entrei na concorrência com um preço um pouco acima e mesmo assim acabei vencendo”, aborda.

Embora ratifique o conteúdo de seu próprio depoimento veiculado na reportagem da edição de ontem, o empresário entende que a matéria distorceu os fatos. A CEI da Carne apura contratos firmados nos últimos anos com a prefeitura por quatro empresas do ramo de frigoríficos de carne. A Bom Bife retomou o fornecimento de gêneros para a administração após sofrer pedido de falência que está sendo discutido no Judiciário.

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